Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 24/10/2019
De acordo com a Constituição Brasileira, um meio ambiente preservado é de responsabilidade do Estado e da sociedade. Entretanto, a inobservância governamental sustenta desafios a essa preservação. Ademais, o indivíduo hodierno pode ser encarado como um vírus que ao prejudicar seu hospedeiro caminha para autodestruição, assim como retratado no filme Matrix. Dessa forma, cabe analisar como o déficit educacional e o comportamento consumista corroboram com uma relação paradoxal entre progresso e destruição.
A priori, deve-se problematizar a defasagem da educação ambiental nas escolas. Segundo Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Assim, entende-se que este é o primeiro e mais importante passo para superar o atual cenário de degradação do meio ambiente por ações antrópicas. Sobretudo, a falta da educação sustentável forma indivíduos desprovidos de um olhar crítico sobre os impactos de suas ações.
Outrossim, o padrão de consumo das sociedades capitalistas, pós Revolução Industrial, tem grande influência na esfera ambiental. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman e sua teoria dos tempos líquidos, o cenário industrial é caracterizado por produções efêmeras. Com sua obsolescência programada, os produtos são trocados em uma velocidade assustadora. Assim, os impactos desse comportamento recaem sobre o meio ambiente, haja vista que a reposição de recursos ambientais não acompanha o ritmo de seu consumo o que traz a tona a possibilidade de seus esgotamentos.
Destarte, é inquestionável a necessidade de medidas que mitiguem os desafios apresentados. Em primeiro plano, o Governo por meio do Ministério da Educação deverá incluir a educação ambiental como matéria obrigatória no currículo escolar, afim de formar uma sociedade consciente, capaz de viver em equilíbrio com o meio ambiente. Ademais, o Governo deverá oferecer incentivos fiscais às empresas que implantarem medidas que reduzam o impacto de sua produção, e veiculem campanhas de incentivo ao consumo sustentável. Dessa forma, ao garantir a Constituição, espera-se que de predatismo o homem passe a uma relação de mutualismo com o meio ambiente.