Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 03/05/2019
Durante o século XVIII, o Brasil protagonizou o chamado ciclo do ouro, o auge da mineração que deu ínicio a urbanização do sudeste brasileiro e financiou inúmeras indústrias inglesas, responsáveis pela primeira revolução industrial. Tal revolução, firmou os moldes capitalista que regram nosso mundo até os dias de hoje. Entretanto, a exploração necessária para alcançar o desenvolvimento tecnológico atual coloca em risco a presente e futura geração, devido a falta de sustentabilidade ao longo da extração de recursos naturais e os impactos ambientais causados por essa.
Primeiramente, a falta de sustentabilidade ameaça os recurso naturais e a permanência da humanidade na Terra. Sustentabilidade é a capacidade de aproveitar do meio ambiente sem que seus produtos se esgotem e não sejam suficientes para a próxima geração. Prova disso, é a incansável exploração de florestas, sem projetos eficientes de reflorestação dessas, de combustíveis fósseis - fontes de energia não renováveis - e a água doce de lagos e rios, poluídas por resíduos diariamente.
Desse modo, surge um novo desafio além da perda definitiva de recursos naturais, os impactos ambientais. Tais impactos são consequência do mau uso desse patrimônio e da falta de gerenciamento e fiscalização durante os processos de aproveitamento. Pode-se citar o desmatamento, aquecimento global, o “buraco” da camada de ozônio, e os acidentes ambientais, cada vez mais recorrentes. No Brasil, destacam-se o desmatamento, que em 2018 foi o maior do mundo, segundo reportagem da BBC News Brasil, e os acidentes ambientais que marcaram os últimos anos. Em 2015, uma barragem de minério de Ferro cedeu em Mariana, Minas Gerais, deixando um vilarejo inteiro debaixo da lama. Em 2019, no mesmo estado, uma nova barragem cedeu, deixando centenas de mortos.
Portanto, evidencia-se a dependência humana dos recursos ambientais, indispensáveis aos processos industriais. Porém, é necessário que o conceito de sustentabilidade seja enraizado na sociedade para que, cada vez mais, sejam reduzidos os impactos no planeta. Para isso, é preciso maior engajamento governamental, por parte de países subdesenvolvidos como o Brasil, para frear a superexploração de matérias primas, por meio de protocolos já em vigor, como o Acordo de Paris e o Protocolo de Kyoto, com o estabelecimento de metas reais e alcançaveis a longo prazo. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve investir em tecnologias, as quais auxiliem na fiscalização de biomas alvo de exploração ilegal, como também enrigecer multas e penas para aqueles que pratiquem tais crimes. Assim, haverá a possibilidade de um desenvolvimento tecnológico industrial que respeite e trabalhe em prol do meio ambiente.