Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 26/04/2019

Os obstáculos da seleção natural                                                                          Conforme a teoria Darwinista da seleção natural, está suscetível à sobrevivência e reprodução aquele organismo mais apto ao seu “habitat”. Contraditoriamente, observa-se que a ação antrópica sobre a natureza, motivada pelo vertiginoso desenvolvimento capitalista e o consumismo, interrompe o curso natural dessa seleção e corrobora com a destruição massiva da biosfera.

É relevante abordar, a priori, que as relações desarmônicas entre homem e meio ambiente data o período neolítico, no qual esse indivíduo desenvolve a agricultura e passa a viver mediante a produção dela. Contudo, é a partir das revoluções industriais que se consta a exploração em massa dos recursos naturais. Nesse contexto, as nações de industrialização clássica, as quais vivem a célere expansão capitalista, exercem poder sobre os países subdesenvolvidos e abusam dos bens, geralmente minerais, como o petróleo, dos quais eles ofertam, motivando, assim, as guerras de ordem territorial, além dos genocídios e a manutenção das disparidades socioeconômicas entre os povos.

Por conseguinte, é cabível elencar o processo da globalização como contribuinte para essa problemática, haja vista o seu vínculo com a instituição da obsolescência programada, a qual estimula o intenso consumo e a produção de lixo. A respeito disso, uma recente pesquisa do G1 destaca que 76% da população entrevistada não pratica o consumo consciente e colabora com os 61 milhões de toneladas de lixo produzidos anualmente no Brasil. Tais estatísticas são preocupantes porque envolve, também, o problema do descarte incorreto de resíduos, os quais muitas vezes são jogados em ambientes impróprios e favorecem a proliferação de doenças que assolam a saúde pública do país e colocam em risco a própria existência humana, caracterizando uma postura autodestrutiva.

Diante disso, medidas são necessárias para reverter esse quadro socioambiental. Assim, é imprescindível que a ONU com apoio dos agentes executivos de cada Estado promova políticas de incentivo fiscal às práticas de sustentabilidade mais eficazes, as quais não deverão criar obstáculos para o desenvolvimento econômico e social de cada país e coibirão, gradativamente, a degradação contínua do meio ambiente. Ademais, cabe às escolas oferecer debates socioeducativos que integrem toda a comunidade e coloquem em pauta a discussão acerca do consumo consciente dos indivíduos, apresentando os aspectos positivos de se manter esse hábito e disseminando, portanto, a importância de agir preservando a natureza e permitindo a real seleção natural.