Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 24/03/2019
Consoante a pesquisa realizada em 2016, o Fórum Econômico de Davos, ao divulgar o dado segundo o qual os oceanos terão mais plásticos do que peixes em 2050, constatou a influência da sociedade sobre as catástrofes ambientais. Diante disso, percebe-se que a interferência das ações humanas sobre o meio ambiente configura-se como um prejuízo à sociedade e ao próprio espaço ambiental e, assim, torna-se indispensável a adoção de políticas participativas capazes de reverter o cenário hodierno. Ademais, para efetividade dessa ação, faz-se fulcral a análise do individualismo, bem como o aumento do consumismo.
Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Zygmaunt Bauman, o individualismo é uma das principais características da modernidade líquida. Logo, é válido relacionar a substituição da solidariedade e da coletividade pela postura individualista com o aumento da degradação ambiental. Essa situação decorre devido a obsessão pela produção de capital em detrimento de uma produção sustentável, comprometendo, dessa forma, o equilíbrio ambiental. Tal realidade é ratificada ao analisar a pesquisa feita pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, na qual indica a ação do homem como responsável por 90% do aumento da temperatura climática e, essa conduta pode ser relacionada, ainda, com os processos industriais e a queima de combustíveis fósseis dos transportes. Outrossim, é cabível enfatizar que, de acordo com Herbert Marcuse, a sociedade é manipulada pela indústria cultural pelo fato dela criar falsas necessidade. Partindo desse pressuposto, pode-se relacionar essa ideia com o aumento do consumismo que, devido a produção de produtos obsoletos, potencializa a elevação da produção de lixo. Essa problemática é intensificada por causa da ausência de um descarte adequado, desencadeando, dessa forma, impactos ambientais, como por exemplo, a contaminação de lençóis freáticos pelo chorume.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de diminuir a mediação dos atos humanos sobre os desastres ambientais. Posto isso, cabe ao Ministério da Cidadania promover palestras online que alertem sobre a importância da coletividade, por meio da criação de um site específico para tal assunto, com o intuito de desconstruir a postura individualista e desenvolver métodos para a sociedade alcançar um desenvolvimento sustentável. Além disso, é dever do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as mídias, propiciar campanhas educativas e de cunho social, por meio da promoção de debates, que visem a relevância da reciclagem e da coleta seletiva, com o fito de melhor e incentivar o descarte adequado do lixo.