Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 17/03/2019

Desastres ambientais-Qual o preço do desmatamento no Brasil

O desenvolvimento econômico brasileiro deu-se através da monocultura e nesse sistema latifundiário os lucros eram reinvestidos, privilegiando uma pequena classe em detrimento da maioria. Dessa forma, a vantagem econômica estabeleceu as relações politicas, e sociais no período da República Velha até os dias de hoje. Nesse contexto, investir na educação ambiental, bem como efetivar a fiscalização para evitar os desastres, são de grande importância para a sustentabilidade.       Nesse panorama, a “Revolução Verde”, com início na década de 60, fortaleceu o agronegócio e a industrialização no campo, acarretando uso extensivo de agrotóxicos, de sementes transgênicas, empobrecimento do solo, bem como o êxodo rural. Definitivamente, o setor agropecuário é responsável pelas maiorias das commodities do Brasil, contudo é necessário que se desenvolva um agronegócio limpo e que promova a distribuição de renda de forma igualitária.

Vale ressaltar que, situações como a transposição do rio são Francisco geraram um desmatamento de uma grande extensão em quilômetros quadrados, declarados por meio de decreto presidencial, como de utilidade pública, para fins de desapropriação, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Ademais, pode-se citar o desastre no Município de Brumadinho, Minas Gerais, com o desabamento da barragem. Logo, a fiscalização, assim como a legislação tem colaborado para que situações como essa continuem impunes.

Portanto, para que ocorra uma conscientização quanto ao uso dos recursos naturais, assim como uma fiscalização apropriada, é necessário criar mecanismos de alerta para a população e empresas. Dessa maneira, cabe ao governo ampliar as leis que protegem as reservas, além disso, os órgãos destinados ao monitoramento e proteção das áreas de preservação, devem ser equipados com tecnologia apropriada e pessoal suficiente. Igualmente, fazer parcerias com as comunidades nativas, a fim de proteger os conhecimentos autóctone. Outrossim, o governo pode estimular o desenvolvimento de projetos como a agroecologia, que prioriza a agricultura familiar, com fito de propagar a educação ambiental e a sustentabilidade. .