Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/11/2017
A priori, vale ressaltar o contexto histórico que culminou nisso. A partir da década de 50, quando o Brasil passou pelo processo de urbanização, o número de pessoas nas cidades e, consequentemente, a necessidade de meios para locomoção aumentaram. Isso moldou a vivência nas grandes capitais, pois desencadeou uma nova forma de dinâmica rodoviária, com o número de transportes motorizados cada vez mais crescente, o que se reflete até os dias atuais, representando um dilema delicado, já que está essa conformação perdura-se há quase um século.
Assim sendo, os transtornos ligados à isso se expandem a cada dia mais. As políticas para a melhoria dessa perspectiva, apesar de existirem, são deficitárias, uma vez que, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), apenas de junho à julho de 2015 mais de 150 mil novos carros passaram a transitar pelo Brasil. Isso denota o quanto ainda há para se reformar, pois esses números são fatores cruciais no prolongamento de vários infortúnios socioambientais, tais como: a poluição e o congestionamento nas principais vias nacionais.
À luz do exposto, é primordial que haja uma reversão nesse cenário. O programa ‘‘Cidade para todos’’ auxiliará o governo no aprimoramento do transporte público coletivo, com ônibus e metrôs climatizados, espaçosos e limpos, que ofereçam alternativas práticas e seguras para os indivíduos se locomoverem, além da construção de ciclovias em todo o território brasileiro, afim de incentivar o uso de bicicletas, reduzindo assim a emissão de gases poluentes. Essa alternatividade otimizará a vida dos cidadãos, favorecendo não só essa geração, mas as futuras.