Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2017

Durante a década de 1950, a mobilidade das pessoas no Brasil começou a passar por uma transformação em consequência de um intenso processo de urbanização que se associou ao aumento do uso de veículos motorizados. Entretanto, o direito de ir e vir, garantido na Constituição de 1988, tornou-se comprometido, ao passo que a mobilidade urbana tem apresentado inúmeras falhas em relação aos serviços prestados.

Inicialmente, é relevante mencionar a falta de políticas de urbanização e infraestrutura em virtude do contínuo aumento da população urbana. Sob essa ótica, constata-se o crescente excesso de carros e uma concentração de pessoas nas cidades. Com isso, são comuns congestionamentos que dificultam a locomoção e o agravamento da poluição atmosférica. Prova disso são os dados levantados pelo Inema, que revelam a contribuição dos automóveis em 72,6% das emissões dos gases estufas.

Outro ponto negativo dessa realidade é a dificuldade de locomoção que os portadores de necessidades especiais enfrentam, visto que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana. Dessa forma, fica claro que essa insuficiência afeta a população em vários níveis, chegando até mesmo a provocar males advindos do estresse, segregação e acidentes. Isso acontece porque na maioria das vezes os transportes públicos estão super lotados e as viagens duram períodos cada vez mais longos.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para reverter a problemática da mobilidade. Antes de tudo, é imprescindível que o Governo Municipal invista em novas frotas de ônibus, incentivando o uso do transporte coletivo em detrimento do transporte individual, diminuindo congestionamentos e a poluição. Além disso, a realização de obras nas cidades, principalmente, calçadas seguindo as normas de acessibilidade e sinalização em braile, garantindo a inclusão de deficientes.