Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/10/2017

O ser humano sempre ousou experimentar. “Nada é permanente, exceto a mudança.”, já afirmava o pensador grego Heráclito, a fim de mostrar a transitoriedade existente na mundo. Desse modo, cabe ao homem agir com o intuito de melhorar seus caminhos. Assim,ao se analisar a mobilidade urbana no século XXI, é preciso perceber que o trânsito caótico combinado com a poluição emitida são obstáculos ás transformações que essa situação requer.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a má gestão por parte dos governantes referente aos transportes públicos faz com que o fluxo de carros e, consequentemente, o trânsito se multipliquem. Grande parte dos veículos de massa apresentam condições precárias – causadas também pela falta de zelo e consciência dos usuários -, não conseguem suprir o contingente populacional que necessita desses meios para se locomover diariamente e possui tarifas incoerentes com a qualidade do serviço. Essa asserção é confirmada pelo grande número de pessoas que ainda opta pelo uso de seus automóveis, visando mais conforto. Em contraste a essa situação, é válido perceber que em países desenvolvidos os transportes públicos são usados por todas as classes sociais, mostrando sua eficiência.

Faz-se necessário considerar a poluição existente nas cidades devido aos gases liberados por inúmeros veículos que trafegam pelas ruas, o que intensifica fenômenos como ilhas de calor e o aquecimento global. Outrossim, diversos problemas de saúde podem surgir com o avanço da poluição, não só pela emissão de gases poluentes, mas também, pelo tempo desperdiçado em engarrafamentos que poderiam ser gastos com atividades físicas, ou até mesmo substituídos pelo uso de bicicletas, por exemplo. Logo, é notório que a consonância dessas problemáticas exigem mudanças imediatas.

A fim de atenuar essa situação de caos urbano que impera nas cidades, é vital que o governo invista em projetos que visem a implementação de transportes fluviais – o que diminuiria a concentração de veículos nas rodovias - e no aumento da capacidade dos transportes rodoviários e ferroviários juntamente com a qualidade do serviço prestado. Desse modo, ONG’s e associações ambientais acompanhadas da mídia, podem promover propagandas incentivando o uso de transporte coletivo e bicicletas – mostrando os benefícios à saúde e a economia de tempo feita no trânsito, o que motivaria muitas pessoas a deixarem seus automóveis na garagem e diminuiria consideravelmente a emissão de gases poluentes por parte dos carros. O caminho foi traçado, resta, agora, iniciar a mudança.