Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/10/2017
Desde o início da indústria automobilística no governo de Juscelino Kubitschek, criou-se uma cultura em que o carro é sinônimo de status social. Entretanto, ainda hoje essa ideia se mantém causando dificuldades na locomoção dentro dos centros urbanos. Diante disso, deve-se analisar como o sistema capitalista e a ausência de acessibilidade aos pedestres influenciam na manutenção do problema em questão.
A estimulação do sistema capitalista na compra de carros é o principal responsável do problema a cerca da mobilidade urbana. Isso porque, aliado a sociedade de consumo na qual estamos imersos, somos instigados a todo momento para obter as novidades do mercado. Por exemplo, de junho a julho de 2015 houve um aumento de 160 mil carros novos nas ruas, segundo dados do Denatran. Por consequência, diariamente enfrentamos congestionamentos nas vias urbanas devido a esse excesso de automóveis.
Além disso, nota-se que a ausência na acessibilidade aos pedestres nas ruas também é responsável pela precariedade na mobilidade dentro das cidades. Posto que, é perceptível uma carente infraestrutura nos centros urbanos, como por exemplo, as calçadas irregulares e a ausência de semáforos sonoros para deficientes. Por consequência disso, o Brasil se tornou o quarto país em mortes no trânsito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Torna-se evidente, portanto, que existe um problema na mobilidade dentro dos centros urbanos. Em razão disso, o Ministério de Transportes em parceria com a secretária de transporte e mobilidade urbana deve investir em transportes coletivos a fim de reduzir o inchaço de veículos nas vias das cidades. Além disso, é primordial que seja efetivado uma melhoria na infraestrutura das cidades implementando maiores acessibilidades aos pedestres, com a finalidade de reduzir acidentes e assegurar quem eles possam ir e vir livrementes. Assim, o caos atual na mobilidade urbana poderá deixar de fazer parte da realidade brasileira.