Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2017
De acordo com o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir direitos iguais a todos os cidadãos. Nesse sentido, melhorias na mobilidade urbana, para benefício geral, deveriam ser realidades no Brasil. Contudo, quando se observa a ineficácia dos transportes públicos e os congestionamentos em larga escala - intensificados no governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek -, evidencia-se que esse ideal é visto no âmbito teórico, e não desejavelmente na prática.
Em primeira análise, é válido ressaltar os impactos sociais ocasionados por essa problemática. Embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito de ir e vir a todos os brasileiros, isso não ocorre na realidade, em vista do expressivo aumento no congestionamento dos tráfegos, em decorrência - segundo o Observatório das Metrópoles - do número de automóveis que dobrou nos últimos 10 anos. Dessa forma, o mal planejamento na expansão das cidades e rodovias na gestão DE JK não supriu a longa demanda exigida pelo número demasiado de veículos atualmente. Outrossim, diversos problemas dificultam a resolução desse impasse. É indubitável que a preferência dos brasileiros por carros individuais é um reflexo da precária qualidade dos transportes públicos, dado o baixo investimento governamental nesse setor, o que leva não só à precária infraestrutura desse meio de transporte, mas também à superlotação diária, pelo número reduzido deles em funcionamento. Além disso, não existem medidas eficazes para a diminuição de veículos em circulação, que, além dos transtornos na locomoção, trazem malefícios ao meio ambiente e ao homem, pois liberam elevada quantidade de gases nocivos.
Em suma, para que o ideal do iluminista Locke seja garantido, é necessário melhorias na mobilidade urbana. Nesse sentido, cabe ao Ministério dos Transportes comprar mais veículos para uso público e melhorar a infraestrutura dos já usados, por meio do aumento nas taxas dos AUTOMÓVEIS privados e das tarifas arrecadadas. Ademais, transmitir tais mudanças nos principais meios de comunicação também é pensável. Essas iniciativas teriam a finalidade de incentivar o uso de metrôs, trens e ônibus que, com efeitos social e economicamente, devem melhorar o fluxo urbano, além de diminuir a emissão dos CFCs.