Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2017
Juscelino Jubitschek, na década de 50, favoreceu a chegada de capital estrangeira, sobretudo do setor automobilístico. Desde então, a frota viária cresceu exponencialmente, adjunto com os problemas de mobilidade urbana. Assim, é necessário não só melhorar os meios coletivos, mas também valorizar projetos sustentáveis relacionados.
Nesse sentido, é de suma importância estimular o transporte coletivo, em detrimento do individual. Sabe-se que o número de carros cresceu de forma alarmante nas últimas décadas. Segundo dados do Denatran, já há um carro para cada 4,4 pessoas. Isso explica o alto número de engarrafamentos nas metrópoles brasileiras, como São Paulo. Ainda, o assédio, sobretudo às mulheres, prejudica a popularização dos transportes públicos, como o metrô.
Outrossim, é essencial que os meios ecologicamente viáveis sejam valorizados. Os BRTs, cujo modelo de Curitiba influenciou diversos lugares do mundo, possuem alto desempenho, além de serem ecologicamente viáveis. Sua larga implementação, implicaria não só na redução da emissão de CO2, mas também dos problemas de congestionamento urbano. Não obstante, é interessante que projetos, como o trem magnético apresentado pela UFRJ, sejam valorizados pelo governo, seguindo a Alemanha, exemplo em energia renovável.
Os transportes de massa, portanto, necessitam de reformas que cativem os indivíduos. Inicialmente, é papel das Prefeituras, com uso dos fundos do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, combater os crimes no transporte público, colocando câmeras e profissionais adequados para proteger seus usuários. Cabe a mídia, após as melhorias, promover argumentos favoráveis à utilização do transporte público em seus jornais. É papel dos cidadãos, orientados por uma política de rodízio de veículos, respeitarem as normas. Por fim, é necessário investir nos transportes ecológicos, trazendo diversos benefícios à longo prazo.