Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/10/2017
Em 1950, Juscelino Kubitschek trouxe as primeiras empresas automobilísticas para o Brasil. As propagandas estatais da época demonstravam que, ao incentivar o modelo rodoviário de transporte, afetará profundamente a vida da população brasileira urbana das gerações futuras. Hoje, a mobilidade urbana é um grande desafio enfrentado pela população. Nesse sentido, o crescimento das grandes cidades, juntamente com a falta de investimento em meios de locomoção alternativos, ajuda a explicar a imobilidade urbana. A qualidade do deslocamento é um desafio para que o cenário melhore.
No Brasil, as camadas pobres, em sua maioria, reside nas periferias e desloca-se de forma pendular para os centros urbanos para trabalhar. Concomitantemente à necessidade de locomoção da população, está a dificuldade de fazê-la. Um evento que nada facilita na mobilidade urbana é o estado precário em que se encontram os transportes coletivos. Ademais, a superlotação, a falta de higienização, conforto e ar condicionado, faz com que as pessoas prefiram fazer uso do veículo particular que, por conseguinte, superlota as vias urbanas.
Indubitavelmente, esse cenário de precariedade e superlotação nos grandes centros urbanos se deve ao crescimento desordenado das grandes cidades e, principalmente à falta de investimento em meios de transporte alternativos, como bicicletas e transportes de massa como ônibus coletivo. Sem dúvida, o investimento em ciclovias e ciclofaixas “desafogaria” substancialmente os congestionamentos. Além disso, o alto incentivo do governo na redução de impostos para a compra de automóveis ajuda a congestionar as vias.
Portanto, visando à solução para a má qualidade dos transportes coletivos, cabe ao governo o incentivo ao uso de transporte coletivo para que diminua o número de carros em circulação e, consequentemente, diminua os congestionamentos e o tempo de deslocamento. Para tanto, é necessário o aumento da frota de coletivos e a presença de ar condicionado e rampas de acesso à deficientes em todos os ônibus. Ademais, é fundamental que escolas, juntamente com a mídia, incentive o uso de bicicletas. Para isso, é necessário que o governo com o apoio das prefeituras dos municípios construam e invistam em ciclovias e ciclofaixas, para que esse deslocamento seja possível.