Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/10/2017

O sociólogo Karl Marx ao afirmar que “as revoluções são a locomotiva da história” não previa  as consequências da Revolução Industrial na vida das cidades. No Brasil, embora políticas afirmativas tenham sido implementadas, é fundamental analisar a concentração populacional nas grandes cidades e seu impacto sobre o desenvolvimento sustentável.

As ações afirmativas implementadas no Brasil, nas últimas decadas,  tem seu expoente no programa Minha Casa Minha Vida que, além de proporcionar à milhares de brasileiros a realização do sonho da casa própria, alavancou diversos segmentos da economia no período de 2003 a 2015. Através desse programa novos polos urbanos foram criados, porém sem um planejamento urbano que permitisse a independência e autonomia dessas novas regiões, evitando as migrações pendulares.

Por outro lado, conforme dados do IBGE de 2010, ocorreu um aumento no poder aquisitivo das famílias e ao crédito, aumentando a frota de veículos particulares e seu uso diário, estimulado pelas condições precárias do transporte coletivo. A consequência disso são os engarrafamentos diários, a poluição, os acidentes graves com prejuízos sociais que oneram a seguridade social, além do sofrimento emocional e de perdas familiares.

Fica claro, portanto, a necessidade de políticas governamentais que desenvolvam bairros autossuficientes, sem a dependência dos grandes centros urbanos e medidas que tornem menos poluente a vida nas cidades. A fim de mudar essa realidade, o Governo Federal deve incentivar, através da isenção e redução de impostos, a implantação de empresas industriais e de serviços na periferia, fixando a população próxima à sua residência. Além disso, os Governos Municipais, em parceria com empresas privadas, devem construir ciclovias conectadas, com melhor aproveitamento viário e, proporcionando fontes alternativas de transporte. Diante disto, é possível iniciar um movimento de criação de cidades mais humanas e preocupadas com o futuro das gerações.