Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2017
A partir da segunda metade do século XX o Brasil foi modificado com base no anseio federal pela infraestrutura adequada ao país ascendente. Assim, o Presidente Juscelino Kubitschek promoveu seu Plano de Metas ilustrado com a definição “Governar é abrir estradas”. Nesse sentido, convencionou-se a política rodoviária de elevado incentivo ao uso do transporte terrestre. Com efeito, a falta de variedade nos modais ante ao avanço do consumo automobilístico e às condições do transporte público, bem como a tendência metropolitana em fortalecer o movimento pendular correspondem à problemática urbana da movimentação.
Segundo o Artigo 21º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo cidadão tem direito à igualdade na utilização das funções públicas da nação. Tal contexto revela que o atual quadro de influências pela troca do meio de locomoção confronta questões sociais; mecanismos coletivos como o veículo público tornam-se sinônimos de preconceito e medo para o usuário devido a inadequação civil e executiva em preservar e formatar incorreções. Por conseguinte, industrias com apoio fiscal envolvem a situação da mobilidade ao oferecer baixos custos na compra individual do transporte, de modo que a escolha popular, sem extensão de modais comunitários, resulta na obstrução dos centros.
De acordo com pesquisas específicas, o contingente habitado na região de São Paulo gasta, em média, 45 dias anuais no trânsito. Exemplifica-se que uma vez existindo disponibilidade de serviço básicos, estudo e lazer facilitado nas megacidades essa conurbação favorece a prática pendular contemporânea, com a configuração de ‘municípios dormitório’ nos demais perímetros citadinos. Outrossim, a consequência direta desse evento é vista sob a ótica da intensa circulação populacional pela lenta descentralização e baixa possibilidade de atuação globalizada em áreas mais afastadas, a qual proporcionaria a diminuição da concentração local em busca de estruturas bem distribuídas.
A herança rodoviária instaurada para o desenvolvimento deve, portanto, ser alvo de medidas de revisão e auxílio, para que seja possível a liberação das redes de transporte no Brasil. É necessário que o Ministério do Transporte, em parceria com o Ministério das Cidades, disponha de parcelas de sua receita para diversificar as opções modais; visando o melhoramento do quadro caótico das ruas são essenciais investimentos em linhas férreas e a extensão do alcance de metrôs, a fim de espalhar usuários de todas as áreas movimentadas, além do fornecimento de barcas para a retirada do trânsito de cargas em meio civil. Ademais, cabe à sociedade, apoiada por líderes executivos, a preservação de veículos coletivos e a regulação quanto à disparidade entre seu uso e a compra individual, direcionando os investimentos fiscais na dispersão industrial e social, possibilitando a função da mobilidade pública .