Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/10/2017
" Nada mais assustador do que a ignorância em ação". Tal declaração proposta pelo autor alemão Goethe, permite-nos refletir, em nossos dias, como o aumento de transportes no Brasil está gerando impactos negativos para a sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e consequências da mobilidade urbana em nosso país.
Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil começou a urbanizar-se de forma rápida e desordenada. Isso se reflete diretamente nos dias atuais, visto que não houve planejamento adequado na infraestrutura das cidades para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos, através de meios alternativos, como as bicicletas. O mal planejamento junto com o modelo desenvolvimentista de JK, no qual foi amplificado o poder aquisitivo da população, a fim de estimular a compra de veículos particulares, gerou pontos negativos para a sociedade.
Ademais, com a falta de opções eficientes para a locomoção faz surgir o aumento de engarrafamentos, contribuindo assim, com os impactos ambientais. Segundo a terceira lei de Newton, para cada ação temos uma reação com mesma força e direção, mas sentido oposto. Logo, a grande quantidade de carros parados nos trânsitos, provoca o aumento de gás carbônico na atmosfera, o que cria uma reação de grande impacto ambiental como o aquecimento global. Tal fato, deixa evidente, como a afirmação de Goethe está certa.
Portanto, medidas são necessárias para melhorar a mobilidade urbana do Brasil. Para isso, é indispensável que, além da ampliação da rede pública de transportes, ações como a implantação de ciclovias e a adoção do rodízio veicular sejam executadas em todas as metrópoles nacionais pelos governantes, visando ao fim dos congestionamentos e, consequentemente, à redução dos problemas ambientais. Desse jeito, a sociedade deixará de ser ignorante em relação a essa temática.