Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2017

Extensos engarrafamentos. Vias insuficientes. Locomoção dificultada. Esses são alguns dos diversos desafios da mobilidade em centros urbanos brasileiros. Tamanha dificuldade é reflexo de uma herança histórica da valorização do transporte automobilístico, que gera o inchaço do trânsito, e, por consequência, desestimula investimentos no transporte público, sendo essas causas primárias do problema.

Primeiramente, a indústria automotiva do Brasil ascendeu em meados do século XX, no governo de Vargas, quando houveram grandes investimentos no setor. Desde então, essa valorização é uma constante no cenário industrial brasileiro. Consequentemente, os a popularidade dos carros se difundiu pelo país, e eles se tornaram a principal forma de circulação nas cidades. Contudo, esse meio de locomoção é um antagonista da mobilidade urbana, pois ocupa muito espaço para fazer um transporte muitas vezes individual, o que sobrecarrega as vias de locomoção, que não são páreo para tantos veículos.

Ademais, a excessiva valorização dos carros como meio de circulação afeta diretamente o transporte público. Devido a grande lucratividade do setor automobilístico, os investimentos em meios de locomoção coletivos, tais como ônibus, trens urbanos e metrôs, não são priorizados. Segundo um levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, são necessários 235 bilhões de reais em investimentos em transporte público para minimizar as dificuldades somente nas principais regiões metropolitanas nacionais, o que prova a grande deficiência atual.

À vista disso, é preciso desacelerar a indústria automobilística nacional, ao passo que se deve investir em meios de transporte coletivos. Para isso, ao Ministério dos Transportes cabe a incumbência de elaborar um programa com essa finalidade. O projeto estabelecerá que todo o lucro obtido com impostos do setor automotivo será revertido em benefício do transporte coletivo. Dessa forma, a mobilidade urbana se tornará, progressivamente, mais eficaz pelo país.