Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2017

Em 1885, o primeiro automóvel foi criado na Alemanha, com o objetivo de viabilizar e facilitar o deslocamento de pessoas, reduzindo o tempo e aumentando a praticidade e o conforto. Todavia, hoje o grande fluxo de veículos no Brasil tornou-se um problema notório, pois causam a paralisia do transito e, consequentemente, o alto índice de acidente rodoviários.

Todos sabem que em São Paulo ocorrem congestionamentos. Segundo a revista Times, essa é a cidade que mais sofre diariamente com essa problemática no mundo. Não é de se esperar outra situação em um país cuja frota de veículos é de um a quatro por habitante. Isso resulta em trabalhadores que, além de enfrentarem longas jornas de trabalho, passam horas em transporte públicos sem a mínima estrutura digna com altos custos de passagem para chegarem ao local de serviço.

Muito se discute a importância de reduzir o número de acidentes automobilísticos no país, contudo, um dos fatores que cooperam para essa situação é o mal planejamento da mobilidade urbana. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, foram contabilizados mais de 30000 acidentes com veículos. Além do congestionamento, a má infraestrutura das estradas e a falta de sinalização contribuem para o aumento desses números.

Por conseguinte, é imprescindível a atenção em relação à mobilidade urbana no Brasil. Em relação aos engarrafamentos, deve-se adotar campanhas que incentive o uso de transportes alternativos, tal como a implantação de um sistema público de bicicletas, no qual toda a população poderá usufruir e deslocar pelas cidades. Entretanto, para que isso seja possível, cabe ao Ministério das Cidades melhorar a infraestrutura das estradas, como a construção de ciclovias, melhora na sinalização e na pavimentação das ruas. Assim, haveria uma diminuição notória dos problemas de transito que dificultam o deslocamento dos cidadãos no interior e, até mesmo, fora das cidades, possibilitando mais segurança e praticidade.