Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2017

O inchaço urbano veio a acontecer no Brasil, principalmente, depois do êxodo rural, quando a população do campo migrou para a urbana em busca de melhorias financeiras. Hoje, o carro em nosso país é sinônimo de status e sucesso. Quando optamos pela compra do automóvel, estamos contribuindo com pequena parcela na destruição do nosso planeta.

O número de acidentes decorrentes do trânsito é preocupante. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015, foram 37.306 mortes e 204 mil feridos advindos dele. Isso ocorre devido ao alto congestionamento, haja vista que muitos acidentes são causados pelo desrespeito as leis de trânsito. Logo, fica claro que enquanto o carro tiver como significado status e prestígio na sociedade, esses números só tendem a subir.

Ademais, com o elevado grau de urbanização em diversas cidades, ocorre um fenômeno climático denominado ilhas de calor. Com a justificativa do transporte coletivo inseguro e ruim, o aumento do número de veículos foi significante nas últimas décadas. Atrelado a isso, temos como consequência a liberação do monóxido de carbono, um dos mais tóxicos gases existentes liberado pelos escapamentos. Por conseguinte, é gerado uma elevação na temperatura, que causa inconveniência a população, ocasionando o aumento no uso de energia elétrica com climatizadores.

Desse modo, é dever da mídia fornecer informações - por meio da internet, rádio, televisão - os malefícios causados pela liberação de gases tóxicos dos veículos. Além disso, é responsabilidade do Ministério das Cidades, construir mais faixas exclusivas para ônibus e malhas cicloviárias, incentivando a população ao uso do transporte coletivo e bicicletas. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Heráclito de Éfeso: “Nada é permanente, salvo a mudança”.