Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2017

Com a criação do automóvel por Karl Benz no século XXVIII, as distâncias foram encurtadas e a humanidade pôde obter avanços em diversos setores econômicos. Entretanto, no Brasil contemporâneo, em detrimento do caos causado por esse invenção, a mobilidade urbana tem sido discutida na sociedade. Nesse sentido, é necessário entender que a questão apresenta aspectos ligados à estrutura dos transportes e à dificuldade de locomoção em determinadas áreas.

A priori, a superlotação e as péssimas condições de transportes públicos expõe a sua ineficiência. Isso porque, desde a instalação do rodoviarismo na gestão de JK, o poder público deixou de investir em transportes coletivos e passou a incentivar a compra de automóveis individuais, a fim de atrair indústrias automobilísticas para o país. Em consequência, aqueles que não possuem um carro próprio ficam a mercê de um transporte de má qualidade e que não apresenta capacidade de atender à demanda. Dessa maneira, por desejar um maior conforto nos deslocamentos, mutias pessoas optam por comprar carros ou motos, o que aumenta ainda mais o contingente desses na ruas e, por conseguinte, intensifica os longos congestionamentos dos centros urbanos.

Ademais, a falta de planejamentos de determinadas áreas é outro problema que afeta a mobilidade. Isso porque, durante as grande reformas urbanas do século XX, como a de Pereira Passos, somente as regiões centrais das cidades foram reestruturadas para facilitar a circulação. Em função disso, até os dias atuais, as periferias, as quais não receberam investimento estatal no século XX, não possuem a estrutura necessária para receber transportes. A partir disso, pode-se perceber que a falta de mobilidade nesses lugares contribui para o aumento da exclusão social, visto que os habitantes desses locais possuem maior dificuldade de chegar às zonas centrais e, consequentemente, de conseguir emprego.

A mobilidade urbana brasileira, portanto, é ineficaz e necessita de mudanças. Nesse contexto, é fundamental que a Secretaria de Transportes, como órgão responsável pela locomoção estadual, crie postos de fiscalização dos trasportes públicos, para que haja uma garantia da boa estrutura desses e, com isso, uma maior aderência dos mesmos. Outrossim, cabe às secretarias de obras promover obras de reconstrução de periferias, a fim de levar a mobilidade a esses locais. Dessa forma, seria possível atenuar a problemática e melhorar a qualidade de locomoção de milhares de cidadãos.