Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/10/2017
A Idade do Cobre foi o período de invenção da roda, feito que permitiu um avanço inigualável à civilização, por ter permitido a criação dos meios de transportes.Contudo, essa descoberta que outrora foi motivo de grande evolução, hoje em dia é fonte de sérios problemas, de forma a comprometer a mobilidade urbana. Dessa forma, é necessário uma avaliação mais criteriosa do atual cenário, a fim de garantir uma circulação harmônica dos cidadãos.
É válido destacar, primeiramente, que a problemática da mobilidade urbana reside na falta de planejamento. A nação brasileira sofreu o que os historiadores denominam Industrialização Tardia, marcada pelo intenso êxodo rural no século XX e, consequentemente, uma ocupação desorganizada das cidades.Assim, houve uma discrepância entre o número insuficiente de transportes públicos ofertados e a enorme quantidade de passageiros, fato que promoveu, então, o sucateamento dos veículos de massa.Somado a isso, durante o Governo JK houve a consolidação do modelo rodoviarista, que ocupa atualmente cerca de 60% da matriz de modais do país, conforme a Confederação Nacional do Transporte(CNT).No entanto, essa escolha foi inadequada, uma vez que realiza viagens de modo mais demorado e não é conveniente com a extensão territorial do território canarinho.
Vale ressaltar, ainda, a influência midiática como causa dos problemas na mobilidade urbana.O advento da televisão, no século XX, estipulou padrões de felicidade que podem ser obtidos por meio do consumismo.Assim, um dos ícones vendidos pelas televisoras como o ápice da satisfação humana é o carro pessoal.Desse modo, diante de transportes públicos tão precários e da concessão de crédito pelo governo, os cidadãos são convencidos pela publicidade e, então, optam pela compra de automóveis.Tal postura é responsável por enormes congestionamentos, bem como pela diminuição de qualidade de vida da população, devido o tempo gasto no trânsito, que favorece problemas cardíacos e emocionais, em virtude do estresse.
É imperioso, por conseguinte, o Brasil investir na mobilidade urbana.É imperativo, para isso, que o governo federal estipule uma meta em que municípios dobrem, nos próximos cinco anos, a oferta de trens e metrôs, a fim de agilizar o trânsito; caso esse objetivo não seja alcançado, a União deve aplicar multas.Concomitantemente, é fundamental o incentivo aos transportes alternativos, por meio da construção de ciclovias, financiada pela iniciativa pública e privada.Por fim, a mídia deve incentivar o uso de veículos coletivos, mediante campanhas publicitárias, de tal sorte que os congestionamentos sejam mitigados.