Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/10/2017
No limiar do século XIX, o Brasil experimentava um período de construções de ferrovias, com a iniciativa e o financiamento vindo do Barão de Mauá. Com o passar dos anos, o transporte modal brasileiro se moldou até chegar no meio automobilístico, com a implementação feita por Juscelino Kubitschek. Hodiernamente, em cidades com mais de um milhão de habitantes, o transporte público é responsável por uma grande parcela de deslocamento da população. Entretanto, devido a precariedade dos modais coletivos, muitas pessoas optam por usar os seus carros, aumentado o tempo de trânsito e dificultando a mobilidade urbana.
Em uma primeira análise, sob uma ótica orçamentária, o alto custo dos transportes coletivos é decorrente do reajuste anual feito pelo Estado, com o objetivo de equilibrar as contas públicas. Entretanto, esse processo gera uma revolta na população, visto que os meios modais deveriam ser acessíveis para todos. Uma consequência dessa problemática, foi a criação do Movimento Passe Livre (MPL), que reivindica a gratuidade nos deslocamentos grupais.
Ademais, em segundo plano, muitos indivíduos utilizam carros pois dá um maior conforto, fugindo da superlotação dos coletivos. Contudo, o trânsito nas cidades acabam por ficarem maiores. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2013, mais de 43 mil pessoas perderam a vida nas estradas e ruas brasileira.
Dessa forma, visto que a precariedade dos coletivos e ao grande número de carros nas ruas causa impactos negativos no corpo social, é necessário que o Poder Executivo integre os diferentes sistemas modais e instaure o sistema de rodízio de carros, vigente em São Paulo desde 1997. Também é preciso que o Ministério das Cidades faça planejamentos urbanos, com o alargamento de avenidas. Assim, podendo tornar a vida do corpo social mais saudável e prática.