Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/10/2017
Rochas da sociedade
Rochas sedimentares são formadas pelo acumulo de sedimentos ao longo dos anos. Analogamente, pode-se relacionar a atual questão da mobilidade urbana no Brasil com o processo geológico descrito. Partindo dessa premissa, a consolidação de problemas históricos vem resultando nos atuais desafios da mobilidade, seja pelo crescimento anômalo dos grandes centros, seja pela falta de investimentos em transportes alternativos.
Referindo-se à história, durante as décadas de 1960 e 1970, o Brasil sofreu uma intensa mudança de cenário, a população, anteriormente, rural transformou-se em urbana. Dessa maneira, o rápido processo de urbanização teve como consequência o crescimentos desorganizado e precários das cidades e metrópoles. Por conseguinte, nos dias atuais, essas características deixaram como legado o déficit no sistema de transporte público, que além de não ser eficiente e cobrir com excelência todas as áreas da cidade, também não comporta com segurança e conforto o número de usuários diários. Sendo esse, o único meio de transporte utilizado por boa parte da população.
Outrossim, em meio a urbanização e a Segunda Revolução Industrial, acordos firmados entre Brasil e Estados Unidos fizeram com que houvesse a preferência pela comercialização de automóveis, uma vez que estes eram a principal inovação tecnológica da época. No entanto, em um país com grande extensão territorial e relevo adjacente, essa preferência tornou o transporte urbano caro e ineficiente, além de culminar no elevado número de carros que interferem no transito. Opções como trens e metrôs não tiveram o devido investimento na época, e hoje a falta de frequência deles é um dos principais desafios da mobilidade urbana, já que os mesmos seriam essenciais na rápida locomoção e atenderiam melhor a demanda de pessoas em uma área urbana.
Sendo assim, a falta de planejamento e de transportes alternativos juntos são os causadores dos desafios na mobilidade urbana, sendo necessário resolve-los. Portanto, o Governo Federal deve promover a reorganização do sistema de transportes público reformulando as rotas e caminhos destes com o objetivo de alcançar com maior frequência bairros mais afastados e periferias. Ademais, organizações não governamentais (ONGs) podem promover através de campanhas de doação um conjunto de bicicletas disponíveis a todos que queiram se locomover de forma alternativa e sustentável sem precisar investir em uma bicicleta pessoal, além de também incentivarem em palestras o uso de tal meio de transporte. Destarte, com essa concomitante força de ação, os desafios sedimentados ao longo da história seriam resolvidos.