Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/08/2023

A Constituição Brasileira de 1988 é o principal instrumento legal do país e estabelece que todas as pessoas têm o direito de ir e vir com dignidade. No entanto, o problema do tráfego urbano ainda é muito instável e difícil de melhorar, e ainda está longe do tráfego ideal. Neste sentido, a infra-estrutura de transportes públicos, aliada à concentração de investimentos nos padrões rodoviários, agrava a situação.

À primeira vista, os métodos de recolha e entrega do governo estão desactualizados e as condições de segurança e conforto são fracas. Segundo a empresa Rio Ônibus, o número de ônibus queimados no país é crescente e só no estado do Rio de Janeiro causou prejuízos de 15 milhões de reais em 2014. Isto leva a uma diminuição da qualidade de vida da sociedade e a um aumento na procura de veículos particulares, como os automóveis. Portanto este contexto torna cada vez mais remota a ideia de Juciano Martim Rodrigues, doutor em urbanismo, de que um dia sem carros e transporte público decente é possível.

Além disso, o modelo rodoviário implementado durante o rápido processo de industrialização do Brasil, apesar de seus baixos custos de aplicação e manutenção, não é adequado como foco de transporte em um país de tamanho continental como o Brasil. Por exemplo, usar essa ferramenta para transportar mercadorias danificaria modelos de ferrovias e, além de aumentar o tempo de viagem, seria menos seguro porque muitas estradas têm buracos e pouca sinalização. A consequência disso é o congestionamento diário nos grandes centros urbanos e o aumento do tráfego suburbano que, segundo o sistema FIRJAN, faz com que as pessoas tenham que passar mais de duas horas nos ônibus.

A mobilidade urbana busca alcançar padrões legais dignos, mas enfrenta desafios. O Ministério do Transporte deve melhorar ônibus e metrôs via acordos empresariais, promovendo segurança e conforto, e criar um cartão único mensal. Secretarias de Planejamento Urbano devem criar plano diretor com ciclovias, estradas e modais interligados, adaptados por região. Investimentos devem incluir hidroviários em áreas litorâneas para descongestionar.