Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/10/2017
Para o urbanista e ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, uma boa cidade não é aquela em que os pobres andam de carro, mas que os ricos andam de ônibus. Todavia, não é dessa forma que pensam os brasileiros, porque tanto a inércia do chefes do executivo, quanto dos legisladores em elaborar soluções direcionadas à mobilidade urbana demonstra isso; não obstante, a população, que vem de uma ascensão de classe social, também não colabora para superar o desafio do congestionamento das grandes metrópoles.
Embora, no ano de 2012, tenha sido instituída a Política Nacional de Mobilidade Urbana, muitas cidades brasileiras têm no transporte individual um celeuma a ser resolvido. Cidade como Bogotá, que comprou 200 ônibus híbridos, hoje é referência Mundial. Porém, no Brasil, o que se observa é: um fomento do governo para a compra de veículos novos; má qualidade do transporte público; falta de construção de metrôs; e um crescimento desenfreado das grandes cidades, devido ao êxodo rural, sem planejamento arquitetônico voltado para implantação de ciclofaixas, ciclovias e a inclusão de cadeirantes.
Segundo dados, as cidades de Curitiba e Florianópolis têm, aproximadamente, um veículo para cada dois habitantes. Dessa forma, é indubitável que a população, usa os veículos tanto por não terem um transporte público de qualidade, como por questão de status. Pois, não há conscientização do Estado das consequências do uso de veículos individuais.
O Brasil deve, portanto, investir em meios alternativos como: melhorar o transporte coletivo, construir metrôs, garantir a inclusão dos deficientes físicos, e estimular o uso de bicicletas, construindo ciclovias e ciclofaixas. A mídia deve fazer campanhas, indicando os benefícios do “transporte limpo”. E, por fim, as Organizações Não Governamentais têm de promover palestras nas comunidades, e dar exemplos, como passeios ciclísticos; pois, conforme Gandhi, seja a mudança que deseja ver no mundo.