Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/10/2017
A questão da mobilidade urbana no Brasil é uma herança advinda da urbanização que forneceu o inchaço urbano. O histórico investimento brasileiro nas ferrovias no tempo da corrida do ouro na região sudeste, fez com que houvesse um esquecimento das rodovias e que pode traduzir a situação brasileira atual, e embora no período republicano até os dias de hoje tenha se feito grandes investimento, há muito a ser melhorado. Com isso, torna-se necessário analisar como o Governo permite a perpetuação dessa problemática na sociedade.
Primeiramente, fatores como a urbanização e o aumento da renda média do brasileiro comportam-se como uma das razões para a questão atual da mobilidade urbana no Brasil. A urbanização tardia em alguns estados fez com houvesse poucos investimentos em rodovias que permitissem as redes urbanas. Enquanto isso, a renda da população brasileira juntamente com a concessão de mais crédito ao consumidor, permitiu que houvesse compras de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos. Logo, rodovias das cidades de diversas partes do país tornam-se mais lentos e demorados, impedindo a livre circulação. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, entre os anos de 2002 e 2012, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%.
Ainda mais, a questão a especulação imobiliária e a expansão das áreas periféricas também são fatores para esse problema. Com o aumento de preços nos alugueis por conta da supervalorização, construção de shoppings no centro da cidade, fez com que grande parte da população se locomovesse para a periferia, ficando ainda mais distante do local de trabalho. Portanto, se tem uma superlotação em transportes coletivos e juntamente com a sua desvalorização e o seu sucateamento prejudicando a qualidade de vida da população que não se sente atraída para utilizá-lo. Com isso, a falta de mobilidade acessível impede o trabalho e o estudo de grande parte da população brasileira.
Sob esse viés, é preciso que o Governo amplie os debates, regulamentando ações públicas para o interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações. Ademais, também torna-se necessário o Governo invista no melhoramento dos transportes coletivos já existentes, fornecendo uma melhor qualidade de vida para a população, e em meios de transportes alternativos como ciclovias, para estimular o aumento de utilização de outros tipos de locomoção pela população. Somente assim com uma maior atenção voltada a esse assunto, torna-se possível a sua diminuição na sociedade brasileira.