Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2017
Congestionamentos, barulho, monóxido de carbono, stress, atrasos. Essa, infelizmente, é a descrição do trânsito do Brasil. Logo, medidas cujo objetivo seja alterar essa realidade devem ser apresentadas.
Em primeiro lugar, é importante compreender que a precariedade do transporte coletivo é um obstáculo para a mobilidade urbana. Isso é afirmado, pois, segundo a revista Carta Capital, devido às más condições dos ônibus e ao inchaço dos terminais de metrô, grande parte dos brasileiros tem optado pelo próprio automóvel ou por alternativas mais confortáveis, como táxis e o Uber. Com isso, observa-se que, o trânsito nas vias urbanas fica saturado e o exercício do direito de ir e vir da população comprometido, uma vez que, o intenso fluxo de veículos provoca grandes congestionamentos, stress entre os motoristas e atrasos. Dessa forma, fica claro que, o caminho para uma mobilidade urbana de qualidade inclui melhorias no transporte público. Em segundo lugar, deve-se considerar que a questão da mobilidade urbana também envolve aspectos ambientais e saúde. De acordo com pesquisas realizadas pela USP (Universidade de São Paulo), 85% da poluição atmosférica, é provocada por automóveis, diminuindo assim cerca de dois anos de vida da população. É bom destacar ainda, que as pessoas expostas à rotina nas ruas têm maiores chances de desenvolverem câncer de pulmão. Outro problema, relacionado ao trânsito caótico das metrópoles brasileiras é a poluição sonora, já que, em longo prazo, os indivíduos sujeitos a ela podem perder a audição. A partir disso, conclui-se que, a degradação da qualidade do ar lesa à saúde das pessoas e o meio ambiente, logo, merece atenção.
Infere-se, portanto, que a questão da mobilidade urbana é urgente. Nesse sentido, cabe ao Estado investir na infraestrutura dos transportes coletivos, além de ampliar as frotas e os itinerários desses veículos, com intuito de atender as necessidades e a demanda da população. Atrelado a isso, também é viável a construção de ciclovias com acesso a vários pontos do perímetro urbano, a fim de reduzir o tráfego de automóveis, a emissão de gases poluentes lançados na atmosfera e a poluição sonora.