Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/10/2017
No epóca em que de Juscelino Kubitschek governou o Brasil, o desenvolvimento industrial no país ganhou novos rumos. Juscelino abriu a economia para o capital internacional, atraindo indústrias multinacionais, além disso, foi durante este período que ocorreu a instalação de montadoras de veículos internacionais em território brasileiro, e o investimento maciço no transporte rodoviário. Ou seja, houve a priorização do transporte individual ao invés do transporte coletivo, o que hoje reflete nos caóticos engarrafamentos nas grandes cidades.
Ademais, a facilidade do parcelamento de automóveis faz com que cada vez mais brasileiros possuam carro, e paradoxalmente o Governo aplique menos subsídios para melhorar o transporte público, o que seria um fator primordial para melhorar o deslocamento da população.
Um outro elemento preponderante para acarretar o problema de mobilidade urbana foi a gentrificação, que causou o surgimento das periferias. Com isso, pessoas que moram em bairros periféricos e trabalham em regiões centrais sofrem diariamente com os congestionamentos nas grandes metrópoles brasileiras. Uma pesquisa realizada pelo IBOPE constatou que os paulistados passam, em média, um mês e meio presos no trânsito.
Deste modo, para resolver o impasse, o Governo deve investir em um tranporte público que atenda corretamente a demanda da populção, como mais frotas de ônibus e metrôs, além disso, uma redução nos preços desses tranportes, para incentivar a população a abdicar os carros individuais, devido ao melhor custo benefício. Ademais, o planejamento urbano em cidades médias, para evitar o caos instaurado nas grandes metrópoles devido ao processo de industrialização desordenado.