Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/10/2017
Com a invenção do carro por Henry Ford em 1910,o uso destes passou a ser constante para o deslocamento populacional,e hoje,cresce exponencialmente. Isso ocorre devido a melhoria da renda per capita no Brasil e os incentivos do governo.Contudo,a quantidade excessiva de carros está prejudicando todo o trânsito populacional gerando inúmeros problemas urbanos.
Segundo o Observatório das Metrópoles, entre os anos de 2002 e 2012,o número de automóveis no Brasil, aumentou 138,6%, enquanto a população cresceu 12,2%.Isso se deve a ascensão econômica da classe média e a má qualidade dos transportes coletivos,que devido a inexpressiva distribuição do seu tempo de rotação,acaba lotando os veículos.Desse modo, percebe-se como cada vez mais os brasileiros estão optando por andarem individualmente em seus carros, ao invés de utilizarem transportes públicos.
Além disso o uso de meios alternativos para o deslocamento,como a bicicleta e mesmo a caminhada,que contribui para a diminuição da emissão de combustíveis fósseis,é quase inviável.O planejamento urbano nas cidades brasileiras é mal organizado,com calçadas estreitas, quarteirões longos e mal sinalizados.Logo,o pedestre e o ciclista não conseguem competir com os veículos automatizados.
Como dito pelo teórico iluminista Rousseau,“o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”,as pessoas se veem presas a um estilo de vida que não consegue se modificar graças a falta de planejamento.Portanto, os Ministérios da Cidade e do Transporte devem estar unidos junto com urbanistas,para promoverem a organização espacial da cidade.Com ruas completas (faixas para pedestres,ciclistas e para os automóveis),integração de bicicletas dentro dos ônibus,garagens em rodovias e estações, e pontos de informação sobre o horário de rotação dos transportes públicos , haverá uma mobilidade urbana eficiente.