Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/10/2017
O incentivo ao desenvolvimento do sistema rodoviário no Brasil sempre obteve prioridade em detrimento à outras logísticas de transporte. Atualmente, esse fato gera inconveniências, seja em relação ao meio ambiente ou ao bem estar populacional, ameaçando a qualidade de vida nas cidades.
É fato que o transporte público, caracterizado por ônibus, trens, metrôs, entre outros, é responsável pela locomoção de milhares de habitantes. Ainda assim, é de conhecimento público que as condições desse sistema, na maioria das regiões brasileiras, são precárias, com alta incidência de assaltos, superlotação, e preços inadequados ao serviço prestado. Além de inumana, a falta de investimento ao transporte público é uma afronta aos direitos do cidadão.
Pelo mesmo viés, tem-se como consequência o aumento do uso de transportes motorizados individuais, como carros, que além de inflar o trânsito nas cidades, são grandes vilões do efeito estufa. Sendo assim, congestionamento e poluição passam a ser mais uma preocupação e fator que afeta a saúde brasileira, seja por aumentar o nível de estresse urbano ou a incidência de problemas respiratórios, por exemplo.
Em suma, é necessária uma reforma na logística de transporte, com medidas como maior investimento na locomoção coletiva, tal como em meios ferroviários ou não motorizados, como a construção e expansão de ciclofaixas para o incentivo do uso de bicicletas ou a implantação de rodízios, pedágios e impostos sobre automóveis na tentativa de frear a individualidade no trânsito.