Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/10/2017

Depois da segunda metade do século XX, logo após a Segunda Guerra Mundial, ingressou no mundo comercial o sistema de produção em massa, que permanece como padrão até os dias atuais. No Brasil não é diferente, a mobilidade urbana enfrenta uma série de fenômenos como o crescente número de veículos e a problemática do aquecimento global. Diante disso, é necessário avaliar os elementos da propagação desse desafio no país.

Mesmo posteriormente à Terceira Revolução Industrial, a estrutura de transporte público brasileiro ainda é muito precária, tendo problemas com a superlotação e com taxas abusivas dos serviços prestados pelas empresas responsáveis. Além disso, não há um delineamento adequado nas infraestruturas das cidades para facilitar a locomoção, as altas esferas de concentração de carros nas vias, por conseguinte, o vultoso índice de acidentes. Ainda que o processo seja falho, muitos aderem aos meios alternativos, como carros pessoais e bicicletas a título de exemplo. Tendo em vista o aumento de tragédias nos principais locais de transições.

De acordo com o geógrafo brasileiro Milton Santos, “a força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, que apenas consegue identificar o que os separa e não o que os une”. Logo, percebe-se que as propagandas exercem um notável papel sobre a coletividade, por meio de anúncios com mulheres, com o objetivo de demonstrar condecoração social. Como resultado, os altos níveis de vendas. Essas acarretam em um elevado número de automóveis, que, por sua vez, fazem com que milhões de toneladas de CO2, gás responsável pelo efeito estufa, sejam liberadas.

Destarte, as Assembleias Legislativas devem aprovar projetos sociais que visem a construção de novas rodovias, ciclofaixas estratégicas, por meio de parcerias com construtoras especializadas, que busquem a requalificação da deslocação. A fim de facilitar o uso de frotas alternativas e eventualmente, a segurança no transporte popular. E, por intermédio de leis, como definido por Milton, as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação apenas para promover vendas e passem a informar a população sobre os danos causados à natureza pelos automóveis, diminuindo assim, o excesso desse gás tão prejudicial ao meio ambiente.