Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/10/2017

O brasileiro, atualmente, passa por grandes problemas de caos no trânsito, derivados do modelo desenvolvimentista de Kubitschek, e o Governo, ao tentar solucioná-los, acaba piorando o contexto, criando monopólios no setor de transportes, pois o Estado acha que há uma interseção nas necessidades dos cidadãos e apenas uma medida centralizadora resolve o problema. Cabe, então, analisar de que forma os monopólios empresariais prejudicam a população, com também discutir outros modais de transporte.

De início, convém lembrar quais são as causas e consequências dos monopólios no setor de mobilidade. A maioria dos transportes públicos são empresas privadas que prestam serviços ao Governo e elas estabeleceram-se através de um contrato, muitas vezes feito sem transparência, que garante a exclusividade do setor a determinadas empresas, fazendo com que não haja incentivo a redução de preço das passagens ou melhoras na qualidade de serviço, já que a empresa está livre de concorrência. Isso faz com que o transporte coletivo torne-se cada vez mais precário em relação ao individual, levando a população a usufruir cada vez mais de carros e motos, agravando, assim, os problemas no trânsito.

Porém, a escolha pela mobilidade individual pode ser benéfica. A utilização de bicicletas como alternativa aos problemas dos grandes centros é cada vez mais discutida, pois reduz o engarrafamento e poluição da queima dos combustíveis fósseis, contudo, “o potencial ciclista” poderia ser maximizado caso houvesse incetivos às ciclovias e ciclofaixas, já que essas, na atualidade, são neglicenciadas.

Fica nítido, portanto, a existência de problemas acerca da mobilidade urbana, entretanto, eles podem ser resolvidos desde que a sociedade tome as decisões corretas. De início, o Estado deve diminuir regulamentações, retirar monopólios no setor de transporte coletivo, o que faria com que empresas concorressem entre si pelo cidadão, causando uma queda de preços da passagem e melhoras na qualidade de serviços, e dar liberdade ao indivíduo de escolher qual empreendimento deve servi-lo como cliente. Os Governos municipais das grandes cidades devem aumentar o número de ciclofaixas em locais estratégicos e incentivar o uso de bicicletas como transporte alternativo, solucionando, desse modo, parte dos graves problemas de trânsito.