Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/10/2017
No governo de Juscelino Kubitschek, em meados de 1950, os meios de transportes eram vistos como aliado à mobilidade de pessoas e bens. Todavia, no Brasil hodierno, eles são retratados como um enorme vilão, o que ocasiona em exorbitantes desafios diários na vida do cidadão, haja vista não só a falta de planejamento das vias que interligam as áreas urbanas bem como a debilidade do transporte público.
Em primeira instância, vale salientar que o número de vias e o de transporte nas grandes cidades é uma grandeza inversamente proporcional. De fato, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista Veja, no Brasil, há poucas estradas e muitos transportes. Dessa forma, os cidadãos que utilizam o transporte, tanto público, quanto individual, acabam por perder horas do seu dia em enormes congestionamentos nos horários de pico. Exemplo disso, é a cidade de São Paulo, que é referência mundialmente no quesito engarrafamento nas rodovias que interligam o interior e o litoral à capital.
Além disso, a precariedade do transporte público corrobora o impasse. Isto é, com a urbanização e industrialização, no governo JK, muitos indivíduos saíram do campo em direção às cidades em busca de melhores oportunidades de emprego. Nesse sentido, contemporaneamente, a quantidade de transporte público que trafega nos centros urbanos não suporta o número de pessoas que os-utilizam, desse modo, eles acabam circulando com super lotação. Consequência disso, os indivíduos optam pela compra de carros ou motos, com a finalidade de garantir seu próprio bem-estar, porém, agravando ainda mais o problema de locomoção das outras pessoas que continuam a utilizar esse meio de transporte por não possuírem condições financeiras.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas tangíveis que diminuam os desafios da mobilidade urbana no brasil. O Governo Federal, com o apoio da iniciativa privada, deveria criar mais rodovias que ligam o interior do Brasil a suas capitais e melhorar as que já existem, com a finalidade de reduzir os congestionamentos ocorridos nesses lugares. Ademais, o Ministério dos Transportes deveria disponibilizar mais ônibus nos centros urbanos, por intermédio de acordos com empresas privadas, para diminuir a superlotação que afeta, cotidianamente, vários brasileiros. Assim sendo, o Brasil será referência mundial quando tratar-se de locomobilidade urbana.