Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2017

No Brasil, em junho de 2013, uma série de manifestações se iniciou a partir das reivindicações dos jovens paulistanos do MPL (Movimento Passe Livre), os quais militam por mudanças no modelo de locomoção pública ofertado para os cidadãos. Encontrar maneiras para que as pessoas possam transitar de modo livre, seguro e eficiente é uma tarefa que se impõe à maioria das cidades do mundo atual, de modo que se faz importante debater sobre os desafios da mobilidade urbana no país.

Nos anos 1950, o presidente Juscelino Kubitschek escolheu dar continuidade ao processo de industrialização do Brasil atraindo o investimento de grandes montadoras multinacionais de automóveis. A partir de então, o país foi recortado por ruas, avenidas e rodovias para adotar o carro como meio hegemônico de transporte, o que ficou conhecido como “o paradigma do automóvel”.

Em razão disso, há uma grande carência estrutural para a adoção de outras maneiras de locomoção (trilhos, calçadas, ciclovias, etc). Segundo reportagem do portal de notícias G1, somente 1% da malha viária urbana brasileira é composta por ciclovias, embora existam cerca de 70 milhões de bicicletas no Brasil. Nota-se, dessa forma, que questões econômicas, culturais e estruturais terão que ser enfrentadas para que o padrão de mobilidade urbana vigente desde meados do século passado seja atualizado.

Logo, assim como fez JK, o governo federal deve se responsabilizar por oferecer opções de locomoção adequadas às necessidade contemporâneas (menor custo para o usuário, baixo impacto ambiental e sem engarrafamentos). Nesse sentido, o Brasil pode seguir o exemplo da Inglaterra, onde, a partir de 2040, será proibida a venda de automóveis movidos à gasolina ou diesel, o que daria tempo suficiente para o Ministério dos Transportes remodelar a malha viária brasileira para que carros e ônibus elétricos, VLTs (Veículo Leve Sobre Trilho), metrôs e bicicletas possam atender as demandas da população com segurança e eficiência.