Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/10/2022

Mobilidade: o direito de ir e vir

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm direitos bá- sicos à vida. Embora prenunciado na lei, o direito de ir e vir não ocorre de maneira eficaz no país, uma vez que a mobilidade urbana encontra desafios para atender a população ao longo do território. Dessa forma, o planejamento desordenado quan- to ao deslocamento e a precária acessibilidade tornam alarmante a crescente ocor- rência da problemática no país.

Diante desse cenário, o gerenciamento inadequado dos meios de transporte im- pede a coletivização da locomoção nacional. Nesse viés, durante o governo de Jus- celino Kubistchek, foi impulsionado o projeto automobilístico que visava o cresci- mento dos transportes privados, como carros e motos, nos grandes centros urba- nos. A partir desse momento, atrelado à baixa qualidade dos meios comunitários, o aumento acelerado de automóveis resultou em um inchaço urbano e, consequen- temente, em um trânsito conturbado devido a má estruturação. À vista disso, nota-se a origem dos atuais problemas móveis, além de demonstrar a necessidade de solucioná-los, objetivando maior mobilidade e disponibilidade para a população.

Ademais, vale ressaltar o difícil acesso às ruas, usualmente, inacessíveis para uma grande parcela social. Nesse contexto, mobilidade apresenta-se como sinônimo de acessibilidade, de modo que não está presente nas grandes cidades, visto que, cor-riqueiramente, desafios como calçadas descontínuas e sinalizações precárias cor- roboram as segregações espaciais. Dessa maneira, assim como para Geord Bernard , “o progresso é impossível sem mudança”, o acesso igualitário pautado em transformações físicas é imprescindível ao progresso da nação.

Portanto, medidas que visam intervir no ciclo de disparidade mediante a mobilida- de urbana são essenciais ao país. Para isso, o governo federal, por meio do Ministé- rio do Transporte, deve, além de instalar meios de acessibilidade social, introduzir transportes coletivos de qualidade- a começar por mudanças estruturais para con- forto e segurança dos passageiros- a fim de reduzir a frota privada de automóveis. Com isso, assegurar os direitos previstos na Constituição de forma homogênea.