Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/09/2021

A mobilidade urbana não é um desafio atual no Brasil: desde a época em que a Revolução Industrial chegou ao país, entre o século XIX e XX, a urbanização e o crescimento populacional avançaram muito rápido, de um jeito que os municípios não conseguiram controlar seus impactos. Atualmente, apesar de um estado mais desenvolvido, esses impactos continuaram crescendo gerando muitas consequências. Nesse âmbito, dois aspectos fazem-se relevantes: a péssima condição dos transportes públicos e o consumismo.

Mormente, metrô e ônibus são os meios de transporte públicos mais utilizados no país, pelo seu custo benefício e economia. Contudo, na prática não se tem um trabalho de qualidade prestada pelas empresas que fornecem esse serviço de transporte, seja pelo fato do conforto que é entregue as pessoas, ou pelo estado de conservação desses veículos. Além disso, as altas tarifas cobradas pelo sistema de transporte público, por serviços muitas vezes precários, tornam esse meio que seria de grande importância para diminuir o inchaço nas ruas, ainda pouco aderido por grande parte da população.

Outrossim, destaca-se o consumismo como agravante do problema. De acordo com o filósofo Jean Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Com base nisso, fica evidente que surgiu o consumismo na sociedade contemporânea. Além do mais, o que se observa no país é que o sonho de vários brasileiros é comprar seu primeiro carro, isso acontece por influência da mídia e de marketings persuasivos de empresas automotivas, tendo em vista o seu lucro. Como resultado, temos pouco espaço entre esses veículos, e um volume cada vez maior de poluição.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie ações governamentais as quais garantam que todos os indivíduos tenham acesso ao transporte público de qualidade. Para isso, o Governo Federal junto a Secretária Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos deve investir em transportes coletivos de qualidade em áreas necessitadas, a partir de verbas da União, com a finalidade de aumentar o atendimento das pessoas que precisarem. Sobretudo, cabe as instituições educacionais em parceria com as mídias de comunicação, instruir, através de palestras sobre os malefícios do consumismo, pois o ato de consumir afeta não apenas quem faz a compra, mas também o meio ambiente, a economia e a sociedade como um todo. Espera-se, assim, uma sociedade com hábitos de consumo cada dia mais sustentáveis para o nosso planeta.