Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/08/2021
O filósofo Karl Marx afirma, em seu estudos sobre o capitalismo, que o fetichismo da mercadoria baseia-se no desejo de consumo e na falsa necessidade de obtenção de bens. Nesse sentido, identifica-se esses comportamentos, no que diz respeito aos desafios encontrados na mobilidade urbana no Brasil, seja pela inobservância estatal acerca do fluxo de transportes, seja pela ausência de modais alternativos para a locomoção de cargas, contribuindo com o agravamento desse imbróglio.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que, embora os grandes centros urbanos já tenham aderido a projetos, tais como o rodízio de carros, com a finalidade de combater engarrafamentos, nota-se que estas disposições tornam-se ineficazes e desproporcionais, uma vez que as famílias, algumas vezes, precisam adiquirir mais de um automóvel, e os metrôs e ônibus sofrem com superlotações. Consequentemente, além de gerar o desgaste das rodovias promover-se o consumo desnecessário, os tranportes públicos sofrem com a obstrução das vias e carregamento excessivo de usuários. Desse modo, essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir o bom funcionamento urbano, o que vem tornando-se cada vez mais evidente.
Em segundo palno, compreende-se que, por obter um vasto território, grande extensão aquática e boa tecnologia, o Brasil possui alto potencial para ser o pioneiro no carregamento de importações e exportações. Todavia, a maioria dos governos e planos administrativos não visa a alternância desses transportes e sempre optam pelo meio rodoviário que, para a movimentação de toneladas de produtos, é o menos eficaz. Sob esse viés, durante a Segunda Revolução Industrial, houve uma evolução na circulação de mercadorias, integrando várias partes do mundo, porém, embora esse fato tenha cooperado com o desenvolvimento urbano no país, ainda há entraves. Portanto, por não haver pesquisas dos meios mais competentes, a movimentação, tanto da economia quanto dos produtos, é tardia.
Dessarte, é necessário, que o governo federal, como setor executivo marjoritário, atue em prol da urbe brasileira. Para isso, é preciso aderir a novos modais de locomoção , expandindo o transporte ferroviário e marítimo, por exemplo, para carregar grandes quantidades de itens, bem como a ampliação de portos e ferrovias já existentes, como também, a redistribuição das linhas de transporte público e ampliação das rodovias, a fim de promover a melhoria da urbanização e garantir a movimentação eficiente das cidades, combatendo assim, a desorganização nas estradas.