Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/04/2021
Desde 1920, a época do ex-presidente Washington Luiz, o rodoviarismo foi estimulado com fervor no Brasil, por meio da abertura de muitas estradas. Em virtude do passado de incentivo, hoje o país é cortado por rodovias em toda sua extensão, o que tornou o veículo particular - carros e motos - o principal meio de transporte brasileiro, gerando um problema: uma alta taxa mortes no trânsito brasileiro.
Nas cidades brasileiras, pode-se observar um sistema de trânsito que favorece a chamada carrocracia, seja, as ruas e infraestrutura das cidades são planejadas quase que exclusivamente para carros, dando pouco espaço para pedestres, ciclistas ou ônibus circularem. Além disso, o transporte público atualmente é ineficiente, caro e apertado, o que não é nada atrativo para um cidadão regular, que tende a comprar um carro quando possível.
Consequentemente, uma estrutura “carrocracista” está ligada a um aumento do número de carros, o que por sua vez, gera um tráfego de risco para pedestres, bicicletas e outros veículos, em especial como motos, por sua falta de proteção ao motorista. Esse fator, ligado a uma punição marca, oferece um aumento de acidentes no trânsito brasileiro, sendo que os dados do OMS, o Brasil é o 2 ° no ranking de óbitos em acidentes envolvendo motos.
Portanto, para diminuir o número de mortes no trânsito do Brasil, faz-se necessário que o Governo Federal destine verbas em todo o país, para a ampliação das calçadas, aumento da quantidade de ônibus, instalação de mais ciclovias e modais de transporte (como como bicicletas públicas), além de baratear o preço do transporte público. Dessa maneira, a gama de alternativas de transportes públicos eficientes, confortáveis e baratos, atrairia mais os cidadãos, de maneira a reduzir a frota de carros em circulação e consquentemente reduzir a taxa de mortes por acidentes no trânsito.