Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/01/2021
A partir dos investimentos do bancário Barão de Mauá, o rodoviarismo começou a ser introduzido no Brasil, mudando a forma das pessoas se locomoverem nas cidades. A partir desse viés, as cidades mais populosas passaram a ter problemas no trânsito em consequência do alto número de veículos circulantes e a lotação de transportes públicos, fazendo com que pessoas, em proeminência classes mais inferiores, passem horas em direção de suas casas ou de seus trabalhos. Sendo assim, moradores das grandes capitais brasileiras, enfrentam desafios todos os dias para conseguirem circular dentro dos centros urbanos.
Tendo em vista a realidade supracitada, destaca-se os brasileiros que moram nas grandes cidades como, São Paulo e Rio de Janeiro, passam muito tempo dos seus dias dentro de carros ou transportes públicos em decorrência da grande aglomeração de veículos nas principais ruas. Um exemplo disso, são as pessoas da cidade de São Paulo, que segundo o IBOPE, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, passam em média 45 dias do ano no trânsito. Desse modo, diversos cidadãos perdem parte do seu dia em decorrência de engarrafamentos ou acidentes oriundos do trânsito.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que grande parte das estradas que ligam bairros das grandes metrópoles são privadas e por conta disso deve-se pagar pedágio para conseguir acessá-las. Entretanto uma grande parcela populacional torna-se prejudicada por não conseguir acessar áreas de sua cidade, uma vez que não possui condições financeiras para custear seu acesso. Por conta disso, o que deveria ser responsabilidade governamental passa a se tornar responsabilidade de empresas privadas, assim, segundo o Filósofo Paul Sartre, têm-se uma transferência de responsabilidade, dificultando a mobilidade daqueles que não conseguem pagar pelos pedágios.
Dessa forma, torna-se imprescindível a manutenção da mobilidade urbana nas grandes metrópoles brasileiras. Portanto, é necessário que o Ministério da Infraestrutura, órgão responsável pela mobilidade urbana no Brasil, crie recursos como o aumento da disponibilidade de transportes públicos e tarifa zero em pedágios, por meio de impostos já cobrados. Com isso, é possível a diminuição de automóveis nas ruas e uma melhor mobilidade para toda a sociedade brasileira.