Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/12/2020

Os desafios da mobilidade urbana na sociedade brasileira

No governo do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, houve o advento do “plano de metas”, na qual o setor de transporte foi muito beneficiado, como na ampliação e melhoria de estradas, favorecendo o transporte rodoviário e contribuindo para a presença de veículos pesados em estradas. Com isso surge à questão da falta de mobilidade urbana, que persiste intrínseco no contexto atual, seja pela falta de disponibilização de meios alternativos de transportes, ou pela baixa qualidade oferecida nos transportes públicos, que impede maior fluidez no trânsito.

Primeiramente, é importante lembrarmos quanto o governo é falho na disponibilização de meios alternativos de transporte, tal como: bicicletas, que além de deixarem o tráfego menos carregado, visto que, permitem fugir de engarrafamentos indesejados; não emitem também gases do efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. A Holanda é um país referência no uso de bicicleta, pois, mesmo que 84% da população use esse meio como transporte principal, o governo sempre busca novas formas de investir para conquistar novos adeptos. Portanto, é inadmissível que o Brasil não disponibilize meios alternativos de transporte, dado que facilitaria na mobilidade urbana.

Em uma segunda analise, é possível observar que a baixa qualidade oferecida nos transportes públicos impede maior aderência dos cidadãos nesses transportes, porém, em contrapartida aumenta a preferência por transporte de aplicativo, como a plataforma “Uber” que cresceu muito nos últimos anos, de acordo com o Instituto Clima e Sociedade 49% das pessoas que passaram a usar o aplicativo para se locomover, disseram que antes usavam ônibus, metrô ou trem para ir ao trabalho ou estudar. De forma que, em 2013 houve uma onda de protestos causada pela insatisfação da população com o aumento das tarifas e a má qualidade dos transportes ofertados. Aumentando o número de carro em estradas e impedindo o fácil deslocamento.

Em virtude dos argumentos apresentados, é imprescindível que medidas sejam tomadas. Logo, o Governo Federal deve destinar 15% das verbas governamentais para o investimento em bicicletas como meio de transporte principal, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve conter que 15% do dinheiro dos impostos arrecadados naquele mesmo ano devem ser destinados à construção de bicicletários e ampliação de ciclovias por todo Brasil, espera-se que a população adira aos novos meios de transportes, resolvendo a falha mobilidade urbana brasileira.