Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/01/2021
m primeiro plano, é válido ressaltar que a negligência do Poder Público é uma das causas do problema. Segundo o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, a política deve servir aos cidadãos, não o contrário. Contudo, o ideal de Lincoln encontra-se deturpado, pois, apesar de existir uma Política Nacional de Mobilidade Urbana, não há a implementação efetiva. Tal fato ocorre devido ao investimento mínimo em políticas públicas que objetivam a implementação do decreto- como a manutenção de vias, transporte de qualidade, entre outros fatores. Por conseguinte, os cidadãos têm de usar seus veículos particulares para se deslocarem, o que acarretam em grandes congestionamentos. De acordo com o jornal Estadão, o paulistano perde, em média, 45 dias ao ano preso em engarrafamentos.
Outrossim, é lícito postular que o preço elevado das passagens é um obstáculo a ser ultrapassado. A esse respeito, é pertinente evidenciar o discurso do Pai do liberalismo econômico Adam smith, o qual afirma que o único alvo do sistema capitalista é o lucro. Nesse âmbito, as empresas de transporte coletivo cobram valores excessivos nas passagens e, como consequencia, a parcela do corpo social que não dispõe de recursos financeiros é privada do direito de ir e vir. Diante dessa perspectiva, é fulcral a reformulação dessa postura.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que haja a mitigação da problemática. A fim de assegurar os direitos dos cidadãos, as prefeituras - setor responsável pela garantia da mobilidade urbana - precisam investir na melhoria do transporte público. Isso pode ser feito, por meio da compra e restauração de ônibus, na expansão das linhas de trêm e metrô