Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Em um episódio de “Os Simpsons”, do Matt Groening, é retratado os mais diversos impasses relacionados ao trânsito. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: os desafios frente à mobilidade urbana. Desse modo, urge a necessidade de atentar-se como a insipiência estatal e a insistência do senso comum fomentam a problemática.

Primeiramente, há de constatar a displicência governamental. Precipuamente, a Constituição Federal de 1988, garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar social de todos. Entretanto, ao analisar a carência de políticas públicas que objetivam sanar os desafios enfrentados pelos cidadãos na mobilidade urbana, como engarrafamentos, é perceptível que essa premissa constitucional não é valorizado e se relaciona com o livro “Cidadão de Papel”, do Gilberto Dimenstein, em que o autor alega que as leis efetivas se encontram, majoritariamente, na teoria. Dessa forma, infelizmente, há o recrudescimento de tal cenário em que a Constituição não é devidamente valorizada.

Além disso, de acordo com Heidegger, filósofo alemão, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao não formarem um senso crítico nas escolas, podem acabar por priorizarem transportes singulares ao invés de coletivos e acabarem acarretando em mais desafios para com a mobilidade urbana, criando mais trânsito. Nesse viés, conforme uma reportagem feita pelo programa Fantástico, para cada ônibus na cidade de São Paulo, há cerca de 60 carros, o que agrega em mais dificuldades relacionadas a locomoção nas cidades.

Destarte, medidas fazem-se relevantes para mitigar os desafios da mobilidade urbana. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Vamos reduzir os desafios da mobilidade na cidade”, responsável por educar socialmente os estudantes e suas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e motoristas, a fim de expor, debater e combater as consequências da dificuldades entrelaçados à mobilidade urbana. Assim, será possível distanciar-se do hediondo cenário apresentado por Groening.