Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um grande incentivo ao desenvolvimento da indústria automobilística, visando uma melhor qualidade de vida e a criação de um status. Atualmente, porem, observa-se que presença da “carrocracia” - necessidade de ter um carro - e a má infraestrutura das cidades estão afetando a mobilidade urbana. Diante disso, faz-se entender os necessários motivos dessa problemática, tão prejudicial aos indivíduos.
Como primeira instancia, parafraseando Emile Durkheim - fato social, é todo processo que é generalizado, exterior e coesivo. Nesse sentido, a histórica cultura de aquisição de carros, como meio de locomoção e status, tornou-se algo comum na sociedade brasileira. Isso acontece, uma vez que durante governos, como o de Lula, que houve incentivos fiscais, tal qual a redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para fabricas automobilísticas, oque afetou diretamente o valor dos automóveis. Como consequência, ao passar dos anos o numero de veículos nas metrópoles aumentou exponencialmente devido a sua fácil acessibilidade, toda via, esse crescimento acarretou em problemas no cotidiano, como engarrafamentos, poluição sono e atmosférica.
Em segundo plano, vale resultar a falta de infraestrutura para transportes alternativos e públicos. Isso é decorrente, da histórica incapacidade das esferas publicas de exercerem seu papel, como a promoção de meios intermodais de qualidade e a construção de calçadas adaptadas ao cotidiano urbano. Nesse sentido, faz-se exemplo “the big smoke” - a grande fumaça - ocorrido na Inglaterra, este fato foi ocasionado por um grande aumento dos poluentes oriundos dos meios de locomoção privados, afetando diretamente a vida das pessoas. Sendo assim, tal fato pode torna-se realidade nas grandes cidades brasileiras, devido a priorização dos meios de locomoção privados e a negligencia estatal de disponibilizar formas alternativas de deslocamento.
Fica evidente, portanto, que a presença da cultura do carro e a má estrutura das cidades são grandes vetores para a problemática. A fim de que haja a imprescindível superação desse panorama, faz-se necessário que a mídia televisiva, em parceria com as escola, criem campanhas de conscientização e desenvolvimento social, a fim de romper a “carrocracia”. Alem disso, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Infraestrutura e parcerias com rede privada, façam melhorias nas cidades, esse fará a adaptação e construção de calçadas e, este o desenvolvimento de meios de locomoção alternativos, como patinetes elétricos. Somente assim, diminuiremos a mazela da mobilidade urbana.