Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Na época da Revolução Industrial houve um aumento no número de populacional urbano devido ao forte êxodo rural e, com isso, as cidades ficaram lotadas. Logo, a escolha que as pessoas fazem para se deslocar, é um dos principais aspectos que impactam a mobilidade urbana, pois há uma baixa eficiência no uso do espaço para transportes, por causa da má qualidade do serviço público e da cultura do carro como status social.

A priori, é imperativo pontuar que a baixa qualidade do transporte público no Brasil faz com que os cidadãos escolham outros meios de locomoção, o que deixa as vias de trânsito sobrecarregadas. Nesse sentido, segundo o levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, cerca de 3 milhões de pessoas em todo o país deixam de usar o ônibus como transporte público diariamente. Diante desse cenário, vê-se a necessidade de melhorar a situação das locomoções coletivas.

Outrossim, o primeiro automóvel chegou à São Paulo em 1901, o que tornou o carro um símbolo de ascensão social em razão à sociedade hierarquizada. Dessa forma, a gestão de Juscelino Kubitscheck impulsionou a indústria automobilística e a cultura do carro, por meio do seu plano de metas, que tinha como objetivo o desenvolvimento econômico do país. Desse modo, com a concessão de mais créditos ao consumidor, foi possível que mais pessoas tivessem acesso a compra de carros.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para que haja uma diminuição da sobrecarga nas vias de trânsito. Para que isso ocorra, é preciso que o Estado destine mais verbas para o transporte público, a fim de melhorar a qualidade do meios de locomoção, e que o Ministério dos Transportes, por meio de fiscalização, controlar essa prestação de serviço, além de criar campanhas publicitárias para induzir os cidadãos a se deslocarem por meio coletivo e não pessoal. Só então será possível melhorar o deslocamento das pessoas pela cidade.