Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Poluição. Problemas socioeconômicos. Atrasos. São diversos os desafios enfrentados por aqueles que se deslocam diariamente nas grandes cidades – principalmente os usuários de transporte público. Porém, consoante as pesquisas realizadas pela IPEA, 44,3% da população brasileira tem no deslocamento coletivo seu principal meio de deslocamento, mesmo com a estrutura precária. Nesse sentido, é importante que medidas sejam tomadas frente à má gestão e precariedade da mobilidade urbana.
Em primeiro lugar, é notória a necessidade da modernização e reestruturação do sistema de deslocamento coletivo. Conforme as entrevistas realizadas pelo G1, devido à péssima estrutura, 60% dos usuários qualificam o deslocamento urbano como péssimo ou regular; isso corrobora diretamente para os atrasos dos trabalhadores, ineficiência e o tráfego na cidade. Portanto, com esse sistema irregular, as pessoas optam pelo transporte individual, o qual gera mais impactos a sociedade.
Paralelo a isso, questões relacionadas ao âmbito social, econômico e de qualidade de vida, são impasses ligados à mobilidade urbana. Segundo pesquisas recentes, guiadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2011, os meios de transporte tem uma relação direta com as questões de saúde coletiva e socioeconômicas, uma vez que se forem modernizadas, diminuem também os índices de poluição – sonora e visual –, acidentes e inatividade física. Por isso, para que o desenvolvimento nacional ocorra, melhorar a mobilidade é uma peça chave.
Torna-se evidente, portanto, que o Brasil não é uma referência nas questões de mobilidade urbana, o que interfere diretamente em seu desenvolvimento socioeconômico. Por isso, faz-se necessário que Ministério dos Transportes, em uma ação conjunta com as empresas transportadoras, reestruturem as linhas de ônibus e metrôs, com a ampliação suas frotas e rotas – sendo elas mais eficientes e atingindo várias localidades. Para que assim, a mobilidade não seja um desafio na realidade brasileira e pesquisas como a da G1 tenham resultados mais satisfatórios.