Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/11/2020
O documentário: Perrengue – desafio da mobilidade urbana brasileira, retrata o cotidiano de indivíduos moradores da cidade de São Paulo, que necessitam do transporte coletivo para locomoção, e as dificuldades enfrentadas nas ruas, como o congestionamento e a infraestrutura precária. Nesse sentido, é notório os desafios que as grandes metrópoles possuem em relação às políticas que promovem a circulação de maneira coesa e organizada. Desse modo, esse impasse é provocado pela escassez de incentivo ao uso de diferentes modais, o que causa, consequentemente, prejuízo socioeconômico e ambiental, além de transtornos mentais.
Convém analisar, inicialmente, que na cidade de Amsterdã em Holanda cerca de 40% dos deslocamentos são realizados de bicicleta, sendo considerado, inclusive, o país do ciclista, visto que dispõe de bicicletas públicas, sinais de trânsito e corredores nas vias destinados somente para o uso de bicicletas. Nessa lógica, a quantidade de veículos individuais nas avenidas pode ser demasiadamente reduzida pela política de incentivo a esse modal, que além de contribuir para saúde física do cidadão promove o controle do tráfego de carros nas ruas e, por conseguinte, os congestionamentos. No entanto, no Brasil, o que se observa é o contrário, pois ocorre de maneira desordenada o crescimento das avenidas para comportar maior quantidade de transportes, o que vai de confronto às ideias do uso de diferentes modais, como ônibus que diminuiria possíveis engarrafamentos.
Como resultado, com o aumento da utilização de veículos individuais há uma maior liberação de dióxido de carbono que acentua o aquecimento global e provoca ilhas de calor. Desse modo, ocorre um “efeito dominó”, ou seja, o problema da mobilidade urbana impacta o meio ambiente, e dificulta a economia de um país, pois o tempo gasto no trânsito poderia estar sendo utilizado, por exemplo, em atividades empresariais que garantiriam movimentação financeira. Ademais, passar horas no transito é maléfico ao bem-estar do indivíduo a medida que corrobora nos transtornos mentais como a ansiedade ou estresse ocasionados pela longa espera nas rodovias.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para atenuar a crise na mobilidade urbana. Logo, cabe ao Governo Federal em parceria com a esfera estadual promover políticas que resolvam os desafios dos transportes coletivos por meio da ampliação das linhas de ônibus e principalmente metrôs a fim de diminuir a frota de veículos individuais nas ruas e motivar uso de diferentes modais. Outrossim, cabe ao Estado aliado às empresas privadas como bancos, incentivar e disponibilizar o uso de transportes por intermédio do compartilhamento de bicicletas e patinetes nos centros das cidades com intuito de amenizar os problemas socioambientais e reduzir o congestionamento de carros.