Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/11/2020

O ex-presidente J.K incentivou a indústria automobilística no país, tornando os veículos como principal meio de locomoção. No entanto, a persistência dessa ideia até os dias atuais proporcionaram a desvalorização dos transportes coletivos, o que gerou problemas para a mobilidade urbana. Com isso,os desafios presentes são a precarização dos sistemas públicos e a falta de incentivo para usa-lós.

Em primeiro lugar, os transportes populares apresentam qualidades duvidáveis. Nesse sentido, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que a ausência de condição agradável em um sistema de movimentação de valor impossibilita a diminuição de carros e motos nas ruas. Nesse aspecto, a precarização dos automóveis públicos, em razão da falta de investimentos nos modais mais coletivos, inviabiliza o combate aos veículos individuais, o que prejudica o fluxo nas ruas e o meio ambiente com o aumento de emissão de carbono na atmosfera. Exemplo dessa qualidade duvidável do sistema público são as super lotações de ônibus e metrôs que ocorrem diariamente nas grandes e médias cidades, o que exibe a falta de segurança e precariedade no serviço fornecido. Logo, é necessário reorganizar esses sistemas em prol do combate ao número exacerbado de carros e motos nas ruas.

Em segundo lugar, a ausência de incentivos na utilização dos transportes públicos prejudica a mobilidade. Deste modo, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que os meios virtuais e midiáticos tem forte conexão com a população, impulsionando ideias do mundo real no digital. Dessa maneira, as propagandas e incentivos governamentais, desde o período de J.K, a compra e utilização de veículos individuais desqualificam a utilização de meios mais populares, o que acarreta na lotações das ruas com carros e motos. Exemplo da falta de incentivo é a ausência de visibilidade de propagandas que incentivando a população a utilizar ônibus ou metrôs, mas haver em grande escala, principalmente na televisão aberta, a exibição de veículos individuais de diversas marcas para compra. Assim, é preciso criar novas formas de induzir a população a utilizar diferentes meios de locomoção.

Portanto, o Ministério da Economia deve realizar ações, como investir em melhorias para os transportes público, por meio de projetos e planos que ampliem a qualidade dos mecanismos, de forma que torne confortável e seguro a utilização dos meios populares, para que assim seja reduzido a utilização de automóveis pessoais nos grandes centros urbanos e a emissão de carbono na atmosfera. Ademais, o Ministério da Economia, em parceria com a mídia, deve realizar ações, como o investimento em propagandas e divulgações, por meio da disseminação de informações em redes sociais, internet e televisão, de forma que alcance um grande número de indivíduos, para que haja a mudança no modal utilizado diariamente, o que incentivará a utilização do transporte coletivo e fugirá das ideias de J.K.