Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Congestionamento, limitação do fluxo e negligências. Apesar do Brasil haver o Ministério da Infraestrutura, que garante a formulação, coordenação e supervisão no sistema de transportes, o país convive com celeuma decorrente da grande demanda da mobilidade urbana. Tal situação de imperícia é evidente no filme “Wall-e” da Disney. Fora da teledramaturgia, a população brasileira convivem com dois dilemas: A concentração industrial nos centros das cidades e a escassez de infraestrutura para o deslocamento coletivo. Assim, comprova o estado de desorganização social.
Em contexto inicial é inegável que existem fatores negativos no trânsito automobilístico brasileiro, visto que houve um intenso processo de urbanização desde 1950, em que acelerou a produção de bens de consumo. Além de fazer parte de um problema segregacionista, percebe-se a centralização de serviços no centros das cidades atrelado a essa conduta, uma vez que é necessário o deslocamento da população periférica para a manutenção das necessidades socioeconômicas. De forma análoga, o filme supracitado confirma o grande fluxo, e a dependência do meio de transporte entre as pessoas, que vivem em uma nave espacial, ao demostrar a locomoção apenas através de uma modelo de transporte individual. Hodiernamente esse cenário é notado na sociedade brasileira, prova disso foi a criação de rodovias e aumento do setor automobilístico no governo de Juscelino Kubistschek. Com isso, destaca-se a necessidade de reverter tal situação.
Ademais, é fundamental salientar a precarização do sistema de transporte coletivo, já que os sujeitos convivem com estigmas que criam entraves significante ao acesso a locomoção de qualidade. A exemplo disso a matéria do jornal o Globo, enfatizou que paulistas gastam em média 45 dias no ano presos no trânsito. Tal cenário vai de encontro as ideias de anomia social, de Émile Durkheim, no qual destaca que a sociedade cria momentos de interrupção das regras que regem os indivíduos, afetando no desenvolvimento social. Nesse sentindo, faz-se fundamental que MINFRA criem estratégias para solucionar tais impasses.
Em suma, entende-se que é preciso aderir a uma mobilidade urbana sustentável. Para que isso ocorra o MINFRA deve intensificar as políticas públicas, em parceria com empresas privadas, criando um aplicativo de celular que identifique quais rotas possui menor quantidade de automóveis, assim erradicando com engarrafamentos, como também ampliar e melhorar os meios de transporte público como metrôs e ônibus e diminuir os preços das passagens, em proporção, o governo diminuísse os impostos pelas empresas. Assim, incentivando a população para utilização de transporte coletivo e e promovendo o fluxo ordenado .