Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/10/2020

O documentário “130 Km- Vida ao extremo”, produzido por Luciano Trindade, demonstra os problemas decorrentes da mobilidade urbana, especialmente, os longos e constantes engarrafamentos na cidade de São Paulo, em que pode ocasionar prejuízos a vida do cidadão. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática gera consequências negativas relacionadas as áreas sanitárias e econômicas.

Inicialmente, é importante ressaltar que uma das causas da crise de mobilidade urbana no Brasil está relacionada à supervalorização do veículo individual. A exemplo disso, o legado histórico e cultural do governo do presidente Juscelino Kubitschek, em que foi valorizado o modal rodoviário, no qual possibilitou a instalação de diversas empresas automobilísticas, facilitando assim a aquisição desse produto pelas pessoas em sociedade. Analogamente, tal fato foi evidenciado no documentário “130 km - Vida ao extremo”, em que o produtor expõe que o grande número de carros individuais dificulta o fluxos dos indivíduos pois, possibilita a formação de extensos corredores de congestionamentos. Além disso, observa-se que a precariedade do transporte público faz com que as pessoas optem ao veículo individual, uma vez que são oferecidos modais com uma estrutura sucateada, como a falta de segurança e bancos confortáveis.

Ademais, é imperativo pontuar que a falência da mobilidade nas zonas urbanas gera consequências negativas relacionada à saúde e a economia. Tendo como exemplo disso, os dados divulgados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), no qual afirma que, aproximadamente, 90% da poluição na cidade de São Paulo é causada pelos carros. Isso acontece, porque o dióxido de carbono liberado na queima de combustíveis fósseis, como a gasolina, formam substâncias químicas nocivas ao corpo humano, o que pode desencadear uma série de reações prejudiciais á saúde devido ao desenvolvimento de doenças respiratórias. Adicionalmente, cita-se a perda econômica, em razão, do tempo perdido com a questão do trânsito nas metrópoles, que poderia ser revertido em produção laboral para determina empresa.

Portanto, é notório que os desafios da mobilidade urbana no Brasil precisam ser atenuados. Sendo assim, cabe ao Governo Federal em parceria com as empresas privadas de transporte, ampliar a oferta de modais urbanos nas grandes cidades, por meio da criação de subsídios financeiros para a modernização do transporte público, especialmente, na compra de novos veículos e a disponibilização de uma maior frota para atender a população que reside em áreas mais afastadas, a fim de possibilitar o uso do transporte coletivo em detrimento ao uso do carro individual.