Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/10/2020

No governo de Juscelino Kubitschek, houve uma grande ascensão no plano de metas, indústrias automobilísticas e a cultura do carro.Nos dias atuais percebe-se que tal acontecimento ainda se faz presente na realidade brasileira, visto que há um grande fluxo de transportes diariamente, dificultando a fluidez da mobilidade urbana.Esse cenário ultrapassado é fruto da grande quantidade de veículos nas vias, e também da inabilidade dos corpos sociais em promover melhorias para um trânsito melhor.

Mormente,deve-se salientar que a cultura do carro tem sido um fator contribuinte, uma vez que o grande número de veículos acaba impossibilitando uma fluidez no trânsito.Sob esse primas, compara-se,analogamente, essa questão à teoria do historiador Leandro Karnall “Cultura do Esbanjamento”:segundo ele, ocorre quando há sentimentos de insatisfação material, que desencadeiam em maior consumo.Percebe-se,então, que o problema segue o conceito do pensador, visto que o esbanjamento de carros acarreta em engarrafamentos.Prova disso são dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), a cada 80 pessoas no trânsito que preferem ocupar, em média, 54 carros ao invés de um 1 ônibus, contribuem para essa questão.Dessa forma, nota-se que é necessário uma reformulação na mentalidade da população sobre a cultura do carro.

Nesse contexto, ressalta-se que, adjunto ao citado, as habilidades ineficaz do Estado em buscar um controle e melhorias para esse meio, contribuem para a permanência do problema.Nesse viés, tal realidade encontra-se em conformidade com a teoria de Émille Durkheim “Anomia Social”:segundo ele, ocorre quando uma das partes do corpo social apresenta falhas, as outras certamente serão afetadas.Atenta-se,assim, que a problemática em território nacional percorre um caminho próximo ao do pensador.Prova disso são informações do Observatório Nacional de Segurança Viária, que afirmam 22,5 mil mortes a cada 100 mil pessoas acidentadas, devido à falta de sinalizações e da impunidade dos responsáveis pelo trânsito.Dessarte, é notório que a inabilidade do Estado diante do cenário brasileiro desse âmbito tem sido um dos responsáveis pela permanência do problema no país.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para uma melhoria na mobilidade urbana no Brasil.Para que isso ocorra, cabe ao Ministério dos Transportes promover a conscientização da população sobre os malefícios da cultura do carro, mediante propagandas televisivas em horários nobres, porque assim tem um alcance maior de pessoas, com a finalidade de mitigar esse costume no país.Ademais, cabe aos prefeitos aumentar o número de sinalizações e fiscalizações nas cidades, por meio da destinação de mais verbas para esse âmbito, a fim de amortecer a questão da inabilidade do Estado no Brasil.Assim é possível combater os malefícios que surgiram no governo Kubitschek.