Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/09/2020

Nos anos 1950, o presidente JK, autor do plano de metas “50 anos em 5”, foi um dos grandes responsáveis pelo avanço urbano brasileiro, principalmente no que tange ao transporte. A partir de então, graças à acordos feitos pelo presidente com indústrias automobilísticas, o Brasil teve um crescimento na malha asfáltica. Na contemporaneidade, o acesso à meios de transporte particulares foi democratizado, corroborando ao problema do grande acúmulo de veículos nas grandes cidades brasileiras. Nesse sentido, é necessário analisar os prejuízos sociais e econômicos da precária mobilidade urbana.

Em primeiro lugar, é preciso observar a questão de maneira pragmática. Na geografia, termologias como “cidades dormitórios” e “pêndulo urbano” são comuns à cidade de São Paulo e Santos, por exemplo, onde na última os trabalhadores residem e a outra é o local de trabalho, promovendo o movimento pendular diário. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a distância entre as duas cidades é pequena, porém, a viagem é demorada por conta do intenso tráfego. Com isso, surge problemas para o trabalhador, que comumente se atrasa no trânsito e aumenta seu nível de estresse, afetando o desempenho no trabalho além de ser prejudicial à saúde, comprometendo-o social e economicamente.

Ademais, a figura governamental é fundamental para a resolução da problemática. Segundo o filósofo Michel Foucault, a função do Estado é maximizar o bem-estar da população. Paralelo a isso, ao observar as condições do transporte coletivo, percebe-se que o poder público rompe com a harmonia do filósofo, haja vista que ônibus, metro e trens tem seus carros e vagões em péssimas condições, além da falta de climatização e frota suficiente para a demanda. Devido a isso, aquelas pessoas que possuem carros e motocicletas optam por eles, o que contribui para o trânsito caótico das grandes cidades.

Logo, com o intuito de amenizar o impasse, medidas são necessárias. O Estado, através da elaboração do plano direitos, deve, por meio da Secretaria de Trânsito, promover a aplicação da frota de ônibus e vagões de trens e metrôs a fim de atender às demandas existentes e possibilitar abrangência no número de pessoa amparadas. Além disso, o Governo deve ainda construir novas rotas de ciclovias nas grandes cidades, com o objetivo viabilizar o uso de transporte alternativos como a bicicleta. Outrossim, a sociedade deve optar pelo transporte coletivo ou o sistema de caronas com rodízio de carros, com a intenção de tornar o tráfego mais fluido e rápido. Desse modo, a mobilidade urbana deixará de ser precária e cumprirá seu dever social.